A gente sempre volta ao ponto de partida

 

Oito de janeiro de 2017. Essa é a data da última postagem neste blog. Por algum motivo que desconheço, a gente perde o interesse em fazer o que a gente gosta e larga de mão o que nos dá prazer.

Por vezes pensei em voltar a publicar aqui, mas dispensei a ideia já que temos as redes sociais aí pra compartilharmos o que tem de bacana no mundo.

Mas, e se as redes sociais acabarem? Onde meu público me encontrará? (suponhamos que eu seja uma super produtora de conteúdo digital e as pessoas queiram muito saber o que faço e o que penso)

Foi esse questionamento feito pela queridíssima Nary Leandro que me fez trazer de volta o Fluxo Constante, meu queridinho de tantos anos. Eu tenho tanto pra falar, tantas opiniões não solicitadas para dar… Tantas resenhas de livros e filmes não feitas por não achar que as redes sociais são os locais mais apropriados.

O que importa é que a poeira deste cantinho está com o dias contados.

E, enquanto as redes sociais não desaparecem, me sigam no Instagram (agora tenho dois) e no Twitter:

@isapaulas – instagram pessoal

@isa_planner – instagram sobre bullet journal e papelaria

@pinkpaulas – twitter

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2017 e aí

Olá. como foi a primeira semana de 2017 por aí? Aqui foi bem tranquila e dentro das expectativas. Pra variar tem feito um calor enorme e eu estou morrendo de tanto me coçar, a alergia anda atacada esses dias e deu uma piorada depois que fiquei das 10:00 às 18:30 torrando na praia. Mas minha face continua amarela ( graças a Deus) só o resto do corpo que está bem vermelho e me fazendo padecer com o atrito entre a pele e quaisquer tecidos.

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dona da praia

Ontem foi o segundo plantão do ano e pude constatar que os problemas que tive com o sono em dezembro foram causados pelo descanso eterno de um mês de férias. O mês foi infinitamente inferior ao de 2015, mas serviu para colocar alguns pingos nos is e começar o ano com os compromissos renovados.

Embarquei num projeto de economia num grupo do Facebook, com o objetivo de poupar tempo e dinheiro para me dedicar àquilo que mais gosto e/ou desejo. No caso, viajar. Todos os dias falo em viagem aqui em casa e com uma amiga dos tempos de escola. É um assunto que permeia 95% das nossas conversas pelo WhatsApp e pessoalmente. Aliás, só falávamos na praia sexta-feira passada. Estamos ansiosas.

Esse é o principal projeto para 2017: guardar dinheiro para viajar. E já decidimos o destino. Se tudo der certo, compartilharei aqui também.

Além de firmar as antigas amizades, essa semana consolidou as novas que surgiram com meu retorno à universidade. Gente, como eu precisava disso: estudar e conhecer outras pessoas. As meninas são maravilhosas e muito companheiras, criamos uma boa conexão e, mesmo nesse período de férias, nos mantemos em contato diariamente.

Alguns objetivos para essa primeira semana do ano não foram alcançados, mas estamos trabalhando… Ainda tenho que ir ao mercado e me matricular na academia.

 

Tenhamos uma boa vida

Não, não é fácil escrever. É duro como quebrar rochas. Mas voam faíscas e lascas como aços espelhados.

Clarice Lispector, a autora mais citada as redes sociais.

É muita cara de pau minha aparecer aqui assim, do nada, depois de meses sem escrever uma linha. Mas é como Clarice disse ali em cima, escrever não é fácil, ainda mais quando deixamos de praticar e o hábito se perde.

Não houve grandes acontecimentos na minha vida enquanto estive fora, mas dois se destacam: voltei para o curso de inglês e FINALMENTE comecei a faculdade do coração.

Elegi organização como a palavra-chave de 2017. Com ela serei capaz de alcançar meus objetivos, pois fará com que sobre tempo e dinheiro para tirar os planos do papel.

Que este ano seja próspero, nossa saúde melhore e o intelecto se desenvolva.

Tenhamos uma boa vida.

 

 

Não aguento mais essa música

earworm

Desde que estudei Parasitologia na faculdade, eu tenho paranóia com insetos sobrevoando a região dos meus ouvidos. Morro de medo de um deles pousar dentro do meu pavilhão auditivo, depositar ovinhos e um monte vermezinhos asquerosos crescer lá dentro. Vira e mexe eu sismo que alguma mosca pousou lá e fico louca querendo uma consulta de emergência com um médico otorrinolaringologista. Michel (o boy) não tem sossego pois só falo sobre isso durante dias e dias, tipo a Lolly de Orange is the new black.

Existe outro tipo de infestação mais recorrente, menos perigosa, mas igualmente incômoda: quando uma música não sai da sua cabeça.

Gente, o que é isso? Como assim não conseguimos parar de cantarolar, pensar, enfim, viver uma única música? Mesmo ouvindo uma playlist inteira a gente não consegue esquecer a ingrata.

Esse troço atrapalha todos os segmentos da vida. Você pode estar lendo, assistindo TV, trabalhando, tentando dormir ou, pior, conversando sério com alguém e só consegue pensar na bendita ou maldita musiquinha.

Às vezes estamos de boa, concentrados numa tarefa importante e do nada, uma coisinha vira gatilho pronto. Tudo acabado.

Sempre que acontece comigo se trata de um gênero musical que não aprecio muito. Ainda bem que tem prazo de validade.

Meu caso mais recente é a tal da música Bumbum granada. Eu assisti a uma paródia dela no Youtube, fui checar a original e agora, onde quer que eu esteja o tal do taca taca taca taca taca taca taca taca fica martelando na minha cabeça. Nesse caso temos um agravante, estou viciadinha também em vídeos do povo dançando essa música, tipo lambaeróbica (alerta de idade).

Tá, mas o que tem a ver a Parasitologia ali no primeiro parágrafo com música chiclete? Acontece que esse fenômeno musical é conhecido mundialmente como earworm, em português, verme de ouvido.

O mais interessante desse fenômeno é que quando passa, a gente nem lembra mais da existência de tal canção. Eu não faço ideia de qual foi a última que grudou nos meus ouvidos.

Aliás, me ocorreu agora a ideia de criar uma playlist chamada vermes de ouvido. Somente pra manter o registro dessas bizarrices.

Nesse site aqui tem umas dicas pra se livrar desses vermezinhos, que às vezes a gente até curte, sejamos sinceros…

Adivinhem qual música ouvia enquanto criava esse post?

TBR de julho: MLI2016

maratona literária

Há três meses não falamos sobre livro neste blog. Vergonhoso, já que estar sempre com um livro na mão é uma característica que me define bem. Porém, um blog pessoal é assim, orgânico, vai acompanhando a vida da gente. E desde os acontecimentos de abril que não consigo me conectar com uma leitura a ponto de falar sobre ela.

Meu ritmo anda bem lento, lendo de 10 a 20 páginas por dia, às vezes nem isso. Mas julho está batendo à porta, pedindo licença e julho é mês de maratona literária de inverno (MLI).

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Eu participei da MLI do ano passado é foi muito proveitosa, li todos os livros propostos e deu uma satisfação danada.

Pra quem não conhece a MLI, algumas informações sobre ela:

– foi criada pelo Victor Almeida, do canal Geek Freak

– o objetivo da MLI é nos fazer ler mais do que leríamos normalmente durante um mês, como tenho lido apenas um livro/mês, pretendo ler um por semana.

– terá duração de 4 semanas, começando em 3 de julho de terminando em 31 de julho

– cada semana um tema pra gente ler

– há interações bem divertidas entre os participantes (inclusive sorteios de brindes) e esse ano ela ocorrerá apenas pelo Twitter (melhor rede social). Sigam o Victor por lá @victoralmeidap

Assistam ao vídeo do Victor para mais informações.

Os temas semanais para a #MLI2016

1ª semana: livros encalhados na estante: escolhi Sobre a brevidade da vida, do Sêneca.

2ª semana: livros hypados, que apareceu na maioria dos canais literários: Tá todo mundo mal, da Jout Jout. Não vi muitos vídeos sobre esse livro mas a Jout Jout é hypada.

3ª semana: livros que se passam em outro mundo, num cenário que não seja o nosso mundo real: Mestre Gil de Ham, do Tolkien.

4ª semana: livros com temática que representem outras culturas, etnias (diversidade): Persépolis, de Marjane Satrapi.

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Eu escolhi livros curtos para essa maratona pra não correr o risco de falhar, já que ando meio empacada com as leituras, como disse anteriormente. Tudo bem que Persépolis é bem grande, mas é mais fácil de ler.

Para acompanhar o andamento das minhas leituras durante a #MLI2016, me acompanhem nas redes sociais e procurem também pela hashtag #isanaMLI2016

Twitter: @PinkPaulaS | Instagram: @isapaulas | Snapchat: PinkPaulaS

 

#3filmes: família, assassinato, música

Continuando a maratona de filme de inverno, trouxe mais três indicações dentro das categorias um filme que comece com a letra “A”, um filme clássico e um musical.

Álbum-de-Família-2Álbum de família, John Wells (2014)

Três irmãs se reúnem na casa dos pais, após o desaparecimento do patriarca. O relacionamento entre mãe e filhas nunca foi muito saudável mas piorou com o vício em analgésicos da mãe, interpretada bri-lhan-te-men-te por Meryl Streep. Muita discussão, lavagem de roupa suja, nenhuma das filhas desejando cuidar da mãe doente e viciada, opiniões há muito entaladas na garganta esperando apenas um gatilho pra sair. Alguns segredos revelados. E Benedict Cumberbatch que aparece do nada. Alguns sites especializados classificaram o filme como comédia. Mas pra mim não teve nada de cômico. Fiquei aqui pensando se na minha família temos segredos assim… Dei três estrelas e meia porque achei o final um banho de água fria.

janela indiscretaJanela indiscreta, Alfred Hitchcock (1954)

Escolhi Hitchcock para representar a categoria de filme clássico e não me arrependi. Primeiro filme do diretor que assisti e gostei bastante. O filme é um suspense baseado num conto de Cornell Woolrich. Um fotógrafo quebra a perna e precisa fazer repouso em casa. Como distração ele passa a observar o cotidiano alheio através da janela do seu apartamento. Até que ele nota uma mudança de comportamento nuns dos apartamentos observados e desconfia que um assassinato foi cometido. O mais interessante desse filme é que o espectador sabe tanto quanto o protagonista, ou seja, nada. São muitas suspeitas e até agora eu não sei se houve mesmo um assassinato ou não. Quatro estrelas sem dúvida.

BurlesqueBurlesque, Steve Antin (2010)

Esse filme foi um pouco decepcionante pra mim. Eu já não sou chegada em musicais (não tenho paciência, os miseráveis foi um martírio pra mim) e ainda peguei pra assistir um com o roteiro mais clichê da história do cinema. A Cher poderia ter voltado para à sétima arte num filme melhorzinho, né não? A peruca que a Aguilera usou me irritou bastante, não via a hora daquilo pular fora da cabeça dela. Agonia define. Avaliei com 3 estrelas só porque Cher e Christina são ótimas cantoras e ouvi-las não é sacrifício nenhum.

 

Esses são os três filmes de hoje. Já assistiram algum desses? Tem um musical bacana pra me indicar? Escreva nos comentários. 🙂

Para saber mais sobre a maratona  e ler sobre os outros filmes do projeto já comentados, clique aqui.

Todos os filmes está disponíveis na Netflix.