Bullet journal por uma vida mais intencional

Meu primeiro bullet journal acabou. Quer dizer, o segundo, pois o primeiro foi relegado ao esquecimento, já que em 2016 eu ainda não sabia usá-lo e não tive comprometimento suficiente comigo e com ele para manter o hábito de registrar meus dias. Na verdade, acho que não havia compreendido muito bem o propósito dele.

Mais do que uma ferramenta de planejamento e organização, o bullet journal é um registro dos nossos dias ao qual podemos recorrer sempre que necessário. É também uma maneira muito eficaz de autoconhecimento. Através dele identificamos padrões de comportamentos que, possivelmente, nem perceberíamos se não estivessem escritos.

Inúmeras foram as vezes que recorri a essa ferramenta a fim de resgatar, de modo rápido, alguma informação importante e/ou urgente. Mas, mais significativo do que um registro de dados, o bullet é uma memória. Daquele dia incrível, daquele dia nem tão maravilhoso assim, daquele dia terrível que achávamos que não acabaria jamais. Ele sempre me arranca um sorrisinho de canto de boca toda vez que o folheio. Passear por suas páginas e contemplá-las despretensiosamente tem sido uma agradável atividade.

Como instrumento de autoconhecimento, o bullet journal pode ser ainda mais útil. Ao final dos três primeiros meses de uso, percebi que minha vida estava num rumo apenas reativo, ou seja, tudo que acontecia na minha vida era apenas resultado da minha reação às demandas que surgiam. Pouquíssimo era planejado, pensado, desejado. Foi um momento bastante desagradável, ainda que necessário e transformador. A partir dessa reflexão proposta pelos dados fornecidos pelo bullet journal, comecei a delinear uma vida intencional que caminha em direção à plenitude.

Qualquer método, sistema, ferramenta de planejamento e organização que nos propomos a usar vem acompanhado de um momento de reflexão que é crucial para nosso desenvolvimento enquanto indivíduos. Estou mais consciente de quem sou eu, do que me motiva e do que me freia. Depois de 6 meses de uso, posso dizer que o bullet journal se tornou meu amigo, confidente e, principalmente, meu espelho.

 

Uma nada breve revisão sobre o super longo mês de agosto

Quantos anos cabem no mês de agosto? Tenho certeza de que, em algum momento, você também se fez essa pergunta.

Os quinze primeiros dias do mês foram triviais: trabalho em horário regular, alguma horas extras e início do semestre letivo. E ainda consegui encaixar um lanche/ jantar com uma amiga de longa data e um bate-volta à Caçapava (SP) pra comemorar o aniversário da sogra. Aqui abro um parêntese para dizer que nunca gostei de viagens do tipo bate-volta, achava perda de tempo e dinheiro. Fiz duas nos últimos três meses. Amei! Como eu era tola!

Além do aniversário de sogra, eu compareci a mais quatro festas de aniversário e a um casamento. Dieta? Nunca nem vi. E lá se foram, por brigadeiros abaixo, os objetivos específicos para agosto: 10 dias seguidos de dieta limpa e voltar a caber com folga no macaquinho preto que tenho há quase 10 anos.

No meio de tantos eventos, deu pra ler metade de Almas Mortas (Gógol), sentir uma sensação de ansiedade bem aleatória, é assim que ansiedade funciona, não é mesmo?; reassistir à Fringe, começar Queer Eye, rearranjar o escritório, rascunhar inúmeros textos para o blog, comer uns 500kg de açúcar, engordar 2kg e aprender. Aprender muito sobre mim mesma, aprender que sou capaz de gerir meu tempo, planejar a vida e executar as ações que irão me conduzir até a realização dos meus objetivos.

Algumas coisas ainda precisam de melhoria, como a saúde e vida financeira, mas já tenho bem claras e estabelecidas as ações relacionadas a essas áreas. Só falta um engajamento maior e tudo irá bem.

Não posso deixar de dizer que em agosto eu alcancei mais dois objetivos da lista para 2019 e estou muitíssimo feliz e satisfeita comigo. Aquela sensação de “mulher, você é capaz”.

E, pra finalizar agosto com chave e ouro, comecei um curso presencial que fica a 35km de distância da minha casa.

O saldo do mês foi positivo, definitivamente. Os 5 anos de duração de agosto foram tão intensos que nem vi meus 15 dias de férias passarem.

2017 e aí

Olá. como foi a primeira semana de 2017 por aí? Aqui foi bem tranquila e dentro das expectativas. Pra variar tem feito um calor enorme e eu estou morrendo de tanto me coçar, a alergia anda atacada esses dias e deu uma piorada depois que fiquei das 10:00 às 18:30 torrando na praia. Mas minha face continua amarela ( graças a Deus) só o resto do corpo que está bem vermelho e me fazendo padecer com o atrito entre a pele e quaisquer tecidos.

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dona da praia

Ontem foi o segundo plantão do ano e pude constatar que os problemas que tive com o sono em dezembro foram causados pelo descanso eterno de um mês de férias. O mês foi infinitamente inferior ao de 2015, mas serviu para colocar alguns pingos nos is e começar o ano com os compromissos renovados.

Embarquei num projeto de economia num grupo do Facebook, com o objetivo de poupar tempo e dinheiro para me dedicar àquilo que mais gosto e/ou desejo. No caso, viajar. Todos os dias falo em viagem aqui em casa e com uma amiga dos tempos de escola. É um assunto que permeia 95% das nossas conversas pelo WhatsApp e pessoalmente. Aliás, só falávamos na praia sexta-feira passada. Estamos ansiosas.

Esse é o principal projeto para 2017: guardar dinheiro para viajar. E já decidimos o destino. Se tudo der certo, compartilharei aqui também.

Além de firmar as antigas amizades, essa semana consolidou as novas que surgiram com meu retorno à universidade. Gente, como eu precisava disso: estudar e conhecer outras pessoas. As meninas são maravilhosas e muito companheiras, criamos uma boa conexão e, mesmo nesse período de férias, nos mantemos em contato diariamente.

Alguns objetivos para essa primeira semana do ano não foram alcançados, mas estamos trabalhando… Ainda tenho que ir ao mercado e me matricular na academia.

 

Escrever é mágico

Este post é para te lembrar de criar o hábito de escrever.

Vamos lá, menina. Levante-se desse sofá e repouse os glúteos na cadeira confortável do home office e escreva. Comece a colocar as palavras no papel (ou na tela do word) e deixa-as fluir conforme quiserem. Elas são capazes de determinar o fluxo. Confie.

Escreva sobre o tempo, sobre aquele senhor que vende bala no trem, sobre o dia de cão que acabou ou sobre o dia lindo que deixou tão boas memórias.

Não precisa compartilhar todos os textos que se moldarão. Nem tudo é para o conhecimento de todos. Nem tudo fará sentido fora de ti. Às vezes, nem dentro…

Deixa vim.

Boa semana.

 

Por onde andei enquanto você me procurava… em abril

Abril sempre foi meu mês favorito. É o mes do meu aniversário e eu adoro comemorar durante os 30 dias.

Esse ano ele foi bem atípico. Minha pretensão era fazer um BEDA, cheguei a listar mais de 30 sugestões de temas, além do desafio semanal que iniciei em janeiro. Mas a rainha da minha vida, mais conhecida como minha mãe, se adoentou e foi internada. Automaticamente as prioridades mudaram. O que eu queria era garantir que ela recebesse o melhor tratamento, melhorasse logo e voltasse 100% pra casa.

Foram 10 dias que me levaram à exaustão. Só não foram piores pois ela estava internada onde trabalho. Ou talvez esse tenha sido o fator principal para meu alto nível de estresse.

De repente, resolveram transferir minha mãe pra outro hospital e lá fui eu me expor pra conseguir mante-la onde já estava. Ufa, consegui!

WhatsApp não me deu sossego, me mandavam mensagem às 5h pedindo atualização do quadro clínico e foto da velhinha. Acreditem!

Me indispus com muita gente pra manter minha sanidade mental. Fora todos os gastos não esperados com taxi, restaurante…

Mas tudo isso passou e mãe foi pra minha casa. Estive com ela todos os dias durante a internação. Ora trabalhando ora como acompanhante. Morri de saudade quando ela foi pra casinha dela. Ficamos mais próximas, mais cúmplices…mãe

Abril acabou e ainda não consegui retomar minha rotina. Nesse período de internação derrapei na dieta e não caminhei nenhum dia.

Consegui descansar, cuidar do marido. Mas os outros hábitos ainda estão em ritmo lento.

O fim de semana do meu aniversário chegou e ele foi maravilhoso. Estourei o orçamento no shopping. Tudo bem. Em maio trabalharei um bocado a mais pra compensar. Meu marido e minhas sobrinhas organizaram uma festa surpresa que massageou intensamente meu coração. E o melhor de tudo, mãe em casa e saudável novamente.

parabéns

Diante de tudo isso, tornou-se impossível blogar em abril.

Mas compensarei em maio. Retribuirei todas as visitas e comentários deixados aqui durante esse hiato.

Obrigada a todos que permaneceram.

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Vergonhas nossas de cada dia

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Que atire a primeira pedra quem nunca passou um vexame daqueles que fazem a gente desejar que um buraco de minhoca se abra sob nossos pés e nos engula.

Sobre esses momentos que conversaremos hoje.

Poucas coisas me deixam tão constrangida quanto usar o banheiro e logo depois de mim alguém entrar. É esquisito demais. Parece que a pessoa vai procurar rastros meus pelo recinto ao invés de usá-lo propriamente. Se é que me entendem…

Outra situação que me deixa com cara de cachorro usando o cone da vergonha é ouvir fofocas e boatos sobre alguém que eu conheço. Sabe quando você é a terceira pessoa num lugar e as duas primeiras conversam entre si falando mal de um conhecido seu? Então, eu fico sem-graça ao extremo nessas ocasiões.

Também fico pra morrer de vergonha (mais raiva do que vergonha) quando algum acompanhante meu destrata outra pessoa na minha frente. Sabe aquele ser que pra se mostrar faz grosseria com o garçom, com o atendente da loja, com um vendedor? Dependendo de quem seja eu repreendo na hora. Antes eu tolerava, agora não mais. E a possibilidade da amizade acabar ali é bem grande.

Quer ver outra coisa que racha minha cara? É sair com roupa pelo avesso. Sou mestra em sair assim e só perceber depois de já estar de volta em casa. Aí fica aquela vergonha tardia, sabem como é?

E por último, mas não menos constrangedor, aquele momento em que o cartão de crédito NÃO PASSA!!!!

Plus: a foto que ilustra este post.

Este post faz parte do Desafio 52 semanas, semana 13. Clique aqui para ler os outros posts publicados para o projeto.

Brincadeira de criança, como é bom…

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Eu tive que recorrer a sessões de hipnose (a.k.a. perguntar pra minha mãe) pra responder ao desafio de hoje e listar as minhas brincadeiras ou brinquedos preferidos da infância.

Quando eu penso na minha infância, eu lembro de papel e caneta (lápis não servia de jeito nenhum). Acho que o vício em papelaria começou ali.

Já naquela época os eletrônicos exerciam um fascínio sobre mim. Nos anos 90 era comum a gente ter aqueles mini-games, em tela preto e branco, que a gente perdia horas jogando Tetris, o jogo da cobrinha e o do carrinho. Apollo, hey!

Eu lembro de ter ganhado um tecladinho de presente de natal, dado pela empresa onde meu pai trabalhava. Mas o bichinho não durou muito tempo pois ele chegou até mim no mesmo período em que bateu aquela curiosidade de saber como as coisas funcionavam. Em pouco tempo ele estava todo desmontado e sem emitir um som se quer.

Mas eu também brincava de bonecas. Não era minha brincadeira preferida, mas ok. Estavam lá e me faziam companhia na hora de brincar de cabaninha. Eu destruía as bonecas, gente. Arrancava os braços, perdia os sapatos, cortava o cabelo, riscava com caneta…

E já no fim da infância e adentrando a pré-adolescência eu gostava mesmo era de andar de bicicleta ou patins com minhas sobrinhas e alguns coleguinhas da rua. Aliás, a nossa atividade favorita era brigar, né Fernanda e Renata? 😀

Eita, desafio pra me deixar nostálgica…

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