Tenhamos uma boa vida

Não, não é fácil escrever. É duro como quebrar rochas. Mas voam faíscas e lascas como aços espelhados.

Clarice Lispector, a autora mais citada as redes sociais.

É muita cara de pau minha aparecer aqui assim, do nada, depois de meses sem escrever uma linha. Mas é como Clarice disse ali em cima, escrever não é fácil, ainda mais quando deixamos de praticar e o hábito se perde.

Não houve grandes acontecimentos na minha vida enquanto estive fora, mas dois se destacam: voltei para o curso de inglês e FINALMENTE comecei a faculdade do coração.

Elegi organização como a palavra-chave de 2017. Com ela serei capaz de alcançar meus objetivos, pois fará com que sobre tempo e dinheiro para tirar os planos do papel.

Que este ano seja próspero, nossa saúde melhore e o intelecto se desenvolva.

Tenhamos uma boa vida.

 

 

Não aguento mais essa música

earworm

Desde que estudei Parasitologia na faculdade, eu tenho paranóia com insetos sobrevoando a região dos meus ouvidos. Morro de medo de um deles pousar dentro do meu pavilhão auditivo, depositar ovinhos e um monte vermezinhos asquerosos crescer lá dentro. Vira e mexe eu sismo que alguma mosca pousou lá e fico louca querendo uma consulta de emergência com um médico otorrinolaringologista. Michel (o boy) não tem sossego pois só falo sobre isso durante dias e dias, tipo a Lolly de Orange is the new black.

Existe outro tipo de infestação mais recorrente, menos perigosa, mas igualmente incômoda: quando uma música não sai da sua cabeça.

Gente, o que é isso? Como assim não conseguimos parar de cantarolar, pensar, enfim, viver uma única música? Mesmo ouvindo uma playlist inteira a gente não consegue esquecer a ingrata.

Esse troço atrapalha todos os segmentos da vida. Você pode estar lendo, assistindo TV, trabalhando, tentando dormir ou, pior, conversando sério com alguém e só consegue pensar na bendita ou maldita musiquinha.

Às vezes estamos de boa, concentrados numa tarefa importante e do nada, uma coisinha vira gatilho pronto. Tudo acabado.

Sempre que acontece comigo se trata de um gênero musical que não aprecio muito. Ainda bem que tem prazo de validade.

Meu caso mais recente é a tal da música Bumbum granada. Eu assisti a uma paródia dela no Youtube, fui checar a original e agora, onde quer que eu esteja o tal do taca taca taca taca taca taca taca taca fica martelando na minha cabeça. Nesse caso temos um agravante, estou viciadinha também em vídeos do povo dançando essa música, tipo lambaeróbica (alerta de idade).

Tá, mas o que tem a ver a Parasitologia ali no primeiro parágrafo com música chiclete? Acontece que esse fenômeno musical é conhecido mundialmente como earworm, em português, verme de ouvido.

O mais interessante desse fenômeno é que quando passa, a gente nem lembra mais da existência de tal canção. Eu não faço ideia de qual foi a última que grudou nos meus ouvidos.

Aliás, me ocorreu agora a ideia de criar uma playlist chamada vermes de ouvido. Somente pra manter o registro dessas bizarrices.

Nesse site aqui tem umas dicas pra se livrar desses vermezinhos, que às vezes a gente até curte, sejamos sinceros…

Adivinhem qual música ouvia enquanto criava esse post?

Escrever é mágico

Este post é para te lembrar de criar o hábito de escrever.

Vamos lá, menina. Levante-se desse sofá e repouse os glúteos na cadeira confortável do home office e escreva. Comece a colocar as palavras no papel (ou na tela do word) e deixa-as fluir conforme quiserem. Elas são capazes de determinar o fluxo. Confie.

Escreva sobre o tempo, sobre aquele senhor que vende bala no trem, sobre o dia de cão que acabou ou sobre o dia lindo que deixou tão boas memórias.

Não precisa compartilhar todos os textos que se moldarão. Nem tudo é para o conhecimento de todos. Nem tudo fará sentido fora de ti. Às vezes, nem dentro…

Deixa vim.

Boa semana.

 

Uma blogueira atrasada: projeto #mulheresdemarço

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A blogueira fail aqui esqueceu de avisar do projeto #mulheresdemarço que adotei nas minhas redes sociais para ler e divulgar apenas livros escritos por mulheres durante o mês de março. Inspirado no Leia Mulheres e no Dia Internacional da Mulher comemorado no dia 8.

Acontece que me empolguei e estendi o #mulheresdemarço ao universo dos filmes e da música, que de projeto especial virou desafio, haja vista meu perfil no Spotify que quase não tem artistas mulheres, menos ainda contemporâneas e o único filme que assisti e tenho consciência de que foi dirigido por uma mulher é o Bicho de sete  cabeças.

A Cláudia do blog A mulher que ama livros está tocando o #vejamaismulheres e é lógico que pegarei indicações de filmes com ela.

Se vocês tiverem alguma dica, só deixar nos comentários. Serão muito bem-vindas.

Mesmo atrasada na divulgação do projeto, ainda dá tempo de você aderir e acompanhar, caso deseje. 🙂

Para me acompanhar nas redes sociais é só clicar:

Twitter: @PinkPaulaS |Instagram: @isapaulas |Snapchat: PinkPaulaS

8 de março e as causas que precisamos abraçar

dia internacional da mulher

O dia 8 de março não é sobre beleza, sobre a maternidade ou sobre como as mulheres conseguem dar conta de tudo em cima de um salto 15.

É sobre violência doméstica, é sobre assédio em todas as suas formas, é sobre estupro, sobre mortes, sobre desrespeito e desmerecimento. É sobre “ela é louca”. Ou sobre “tá naqueles dias, né?”. Mas se você preferir pode ser sobre “ela é assim porque é mal comida”. Perdoem-me o linguajar chulo, mas é daí pra baixo no mundo real.

O dia 8 de março é sobre o direito ao voto.

É sobre conquistas femininas que custaram sangue, literalmente.

Portanto, se você não ganhar uma florzinha neste dia, não se chateie. Não pense que alguém te esqueceu. Lembre-se apenas da felicidade que é ter seu próprio carro, sua casa própria, seu salário. Lembre-se de quão bom é poder escolher seus representantes políticos, a roupa que vai usar, o prato que vai comer. Alegre-se por ter escolhido se casar, ou não. Por ter escolhido ter filhos, ou não. Por ter escolhido ser dona de casa, ou não.

Alegre-se por saber ler e escrever.

E isso ainda é pouco.

Aproveite a data e leia sobre as mulheres que morreram para que você pudesse escolher. Sobre mulheres que perderam partes do seu corpo para te dar voz.

Aproveite para exercitar a empatia pelas mulheres que ainda precisam cobrir seus corpos para sair à rua, pelas mulheres que ainda não tem acesso à educação. Pelas mulheres que ainda tem seus corpos mutilados. Todos esses males simplesmente porque nasceram mulheres.

Reforce o coro das mulheres que gritam pela igualdade, pelo respeito, pela dignidade, pelo fim do racismo. E se você não quiser ou não puder gritar, não tente silenciar quem luta por essas causas. Afinal, as conquistas serão para todas.

Que o maior presente pelo Dia Internacional da Mulher seja o respeito nos 365 dias do ano.

Assim se faz um grupo no WhatsApp 

Eu e minhas sobrinhas Fernanda, Renata e Marcelle somos conhecidas como o grupo Vozes de Júbilo da família, apelidinho carinhosamente dado pelo meu irmão Marcos. Tudo porque, quando crianças, dançávamos É o tchan em casa e à noite cantávamos no grupo infantil da igreja.

Aí surgiu o tal do WhatsApp e criamos um grupo nosso, que se chama como? Isso mesmo, Vozes de Júbilo. Só que estendemos o grupo para os respectivos cônjuges e aos outros sobrinhos/primos. Maravilha.

Acontece que o restante da família se sentiu excluído e tratou logo de reivindicar o direito de participar de um grupo familiar no WhatsApp. Aparentemente nossa família era a única no mundo que não estava unida no aplicativo.

Renata foi lá e criou o grupo no primeiro dia de 2016. Mermãaaaaaaaao. Cadê sossego? Cadê silêncio? Nunca mais. São mais de 200 mensagens diárias e, de acordo com dados estatísticos fornecido pelo meu irmão, metade dessas mensagens é de KKKKKKKKKK. A gente só ri nesse grupo. Uma família feliz.

Até já fizemos o meme da diferentona no grupo. Aliás, ficou ótima nossa versão.

Já fomos à praia, nos autoconvidamos pra almoçar na casa do outro. Já até rolou desconvite pra almoço que nos convidaram sem autorização. Uma loucura.

Rola uns papos de “surdo-mudo” que ninguém entende nada. Eu fico igual o meme do John Travolta… Até o valor semântico  de aff vira pauta do dia. 

Fora as notificações minuto a minuto (ainda não tive coragem de silenciar o grupo, estou apegada) tá sendo incrível conversar com o povo todo. Alguns eu não tinha contato nenhum e agora nos falamos todos os dias, nem que seja um kkkkkk pra uma piadinha infame.

É claro que o Vozes de Júbilo continua firme, paralelamente ao Família Lima (bem original o nome). Afinal, nem tudo podemos comentar com gente que não é da nossa idade. 😛

Só falta minha mãe no grupo. A matriarca.

Qual o nome do grupo da família de vocês? Ou vai me dizer que são diferentões e não curtem grupo no WhatsApp?

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Coruja do Harry Potter