#3filmes – alquimia, gentileza e premonição

Há dois posts atrás apresentei a maratona de filmes de inverno e hoje trago a primeira atualização sobre as quatro primeiras obras que assisti.

Como água para chocolate, de Alfonso Arau (1992)

como água para chocolate filme

O primeiro filme da lista e o primeiro que assisti, esse filme mexicano venceu o festival de Gramado (1993) nas categorias melhor atriz e melhor atriz coadjuvante. Ele conta a história de Tita, filha caçula de uma família muito rígida e que levava a sério as tradições familiares, entre elas, a que dizia que a filha mais nova nunca se casaria pois sua função era cuidar da mãe até que ela morresse. Só que Tita se apaixona e por conta da tradição vê o seu grande amor se casando com sua irmã mais velha. E todo mundo vai morar na mesma casa. Tita é a cozinheira da família e sempre que cozinha usa seus sentimentos como ingrediente especial, deixando os comensais enfeitiçados.

O filme é uma graça, tem muito do realismo mágico tipicamente latino americano, o que deixa tudo mais interessante. Os conflitos são resolvidos facilmente.  Tem todas as limitações que uma produção de um filme num país com pouca tradição no cinema poderia ter. Aliás, o filme é uma adaptação de um livro homônimo escrito por Laura Esquivel.

Avaliei com 3 estrelas. Recomendo para as românticas inveteradas

O fabuloso destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet (2001)

amelie poulain filme

Preciso começar este parágrafo dizendo que eu tinha birra com esse filme. Sempre que topava com ele, torcia o nariz. Por quê? Porque ele é filme de hipster e por isso peguei bronca dele. É um motivo justificável? Não. Mas compreensível, vai…

Enfim, como eu montei a lista para a maratona baseada no que tem disponível na Netflix, não tive como fugir dele. Quando dei o play até o marido sentou pra assistir ( DE NOVO) comigo. Seria o Michel um hipster? Fica aqui o questionamento. Só sei que eu adorei o filme, achei de uma fofura sem tamanho. Amélie é adorável, não é 100% perfeita mas é inspiradora e transmite aquele bem-estar no fundinho do coração, sabe? Romance cinco estrelas.

Minority Report, de Steven Spielberg (2002)

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Minority report estava na minha lista da Netflix desde que assinei o serviço em 2014. Mas nada de eu assisti-lo. Lembro que fiquei com vontade de assisti-lo à época do lançamento mas acabei por perder o interesse diante de críticas tão negativas que ele recebeu e foi para o limbo. Quando soube que ele é baseado num conto de ficção científica de Phillip K Dick o interesse voltou mas ele continuou paradinho ali, aguardando seu momento.

Três jovens conhecidos como precogs são capazes de prever o dia e a hora onde assassinatos ocorrerão. John Anderton é líder da equipe que recebe essas informações e mobiliza um grupamento tático pra evitar que esses assassinatos aconteçam. Todo um dilema ético envolvido já que pessoas são presas por crimes que não cometeram e os precogs, de certa maneira, também estão aprisionados. Vai tudo muito bem até que Anderton vira alvo da sua própria equipe e precisa fugir pra provar sua inocência.

Dei três estrelas. Gostei do filme mas não foi nada óoooo, que filme maravilhoso.

Três filmes absurdamente diferentes, pra todos os gostos.

Por hora, é isso. Pretendia falar sobre quatro filmes hoje, mas esse post já está gigantesco.

Saiba mais sobre a maratona de filmes de inverno clicando aqui.

Escrever é mágico

Este post é para te lembrar de criar o hábito de escrever.

Vamos lá, menina. Levante-se desse sofá e repouse os glúteos na cadeira confortável do home office e escreva. Comece a colocar as palavras no papel (ou na tela do word) e deixa-as fluir conforme quiserem. Elas são capazes de determinar o fluxo. Confie.

Escreva sobre o tempo, sobre aquele senhor que vende bala no trem, sobre o dia de cão que acabou ou sobre o dia lindo que deixou tão boas memórias.

Não precisa compartilhar todos os textos que se moldarão. Nem tudo é para o conhecimento de todos. Nem tudo fará sentido fora de ti. Às vezes, nem dentro…

Deixa vim.

Boa semana.

 

Maratona de filmes de inverno 2016

Oi, voltei depressinha, né? É que resolvi participar da maratona de filmes de invernos que a Thaísa propôs lá no grupo de Blogueiros Geeks. É rápido, prático e indolor. Bora lá.

(Copiei as regrinhas que a Thaísa estabeleceu)

COMO VAI FUNCIONAR:
1 – A maratona vai durar UM MÊS começando no dia 05/06 e terminando no dia 06/07. Para participar você deve fazer um post (no blog ou na página do Facebook) com a sua lista de filmes escolhidos para cada tema da maratona, serão 11 temas.

2 – Qualquer um pode participar, basta apenas fazer sua lista com filmes que se encaixem dentro de cada tema. PRECISAM ser títulos que você nunca viu antes.

3 – Ao assistir o filme, faça um post falando sobre ele. Pode ser um post por semana ou um para cada filme assistido. Comente sua experiência, se gostou ou não, dê uma nota ao filme, ficha técnica e tudo mais.

4 – Não é permitido repetir o mesmo filme em mais de um tema. Afinal são poucos temas e um mês inteiro pra assistir.

Seguem os temas na imagem:

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Eu escolhi os seguintes filmes, alguns foram bem difíceis de achar. Todos eles estão disponíveis na Netflix.

  1. Como água para chocolate, de Alfonso Arau (1992).
  2. O fabuloso destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet (2001)
  3. Janela indiscreta, de Alfred Hitchcock (1954)
  4. Álbum de família, de John Wells (2014)
  5. It’s not over, de Andrew Jenks (2014)
  6. Minority Report, de Steven Spielberg (2002)
  7. Tomboy, de Céline Sciamma (2011)
  8. Azul é a cor mais quente, de Abdellatif Kechiche (2013)
  9. Burlesque, de Steve Antin (2010)
  10. Ratatouile, de Brad Bird (2007)
  11. Sangue negro, de Paul Thomas Anderson (2007)

Como vocês podem perceber, este post está atrasado. Era pra eu ter publicado antes do dia 5, de preferência, mas vida que segue. Já assisti ao primeiro da lista e assistirei mais 2  e farei um post a cada 3 filmes assistidos.

Comentem aqui se já assistiram algum dda minha lista, se tem outras indicações, fiquem à vontade.

 

30 dias de bullet journal

Depois de rodar a internet procurando um planner bonito e barato (e não achar, óbvio), optei pelo sistema do Bullet Journal pra me manter organizada e com estímulo pra executar as tarefas do dia a dia.

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Primeiras páginas de junho

Um mês depois de começar, cheguei à conclusão mais difícil de reconhecer: não sou desorganizada, sou preguiçosa mesmo. Eu sei exatamente o que tenho que fazer, aonde ir, quanto tempo despender com uma atividade mas parece que nasci grudada no sofá. Tenho uma relação esquisita com minha casa, só de pensar em sair meu coração já se agita. Preciso resolver isso, inclusive.

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A primeira semana de maio foi um desastre estético, funcional e operacional.

Nas primeiras semanas dava preguiça de sentar pra escrever, desenhar, decorar o bullet. Mas já para o final de maio larguei (mais ou menos) a mão da preguicinha e me empenhei em inserir e consultar dados no BuJo e, principalmente, a executar as tarefas propostas.

Impressionante como sobrou tempo pra não fazer nada, depois de fazer tudo.

Nesse período de 30 dias já me conheci um  pouco mais, sabendo o que funciona bem pra mim ou não.

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Testando novos formatos.

Ainda estou testando novos layouts e combinações. Passo um bocado de tempo no Instagram e Pinterest buscando referências.

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Orgulhinho dessa página ❤

O melhor do bullet jornal até agora é ter todas as minhas listas num só lugar e de maneira bem acessível. Meu caderno fica na penteadeira, ao lado do computador, das maquiagens…

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Quero muito que junho seja bem melhor e mais organizado do que foi maio. Tenho certeza que o sistema do Bullet Journal me ajudará muito nisso.

Logo mais, logo menos voltarei com mais atualizações sobre o Bullet Journal e eu.

Se alguém tiver dúvidas sobre esse sistema de organização, pode me perguntar que eu respondo.

 

Não se aproxime!

Poucas coisas me deixam de mau humor, assim, mau humor de verdade, daqueles que produzem o olhar no melhor estilo supernatural de ser.

Em primeiríssimo lugar, a fome. Acredito que não haja ser nesse mundo que fique mais mau humorado e rabugento do que eu quando estou com fome. Nem eu me aguento. Viro bicho.

Ter que fazer o trabalho dos outros também me tira do sério. E olha que sou extremamente calma e controlada no serviço. Mas sabe aquela pessoa que não faz o dela, te empurra tarefas e e pra piorar ainda te atrapalha? Uh!

Há também os fatores físicos. Dor é um negócio difícil de lidar e, dependendo de sua etiologia, intensidade e localização, ela produz reações diferentes. Mas em todos os casos eu simplesmente não falo. Não gosto que cheguem perto de mim, que conversem, que respirem perto. E justamente nessas horas que todo mundo resolve puxar assunto, se aproximar… Por quêeeeeeeeee?

Esses três fatores desencadeantes do mau humor elevam ao máximo o meu nível de insuportabilidade. Aquela maniazinha que a outra pessoa tem e que não te incomoda, vira um defeito impossível de ser tolerado.

Em todos os casos, a solução se apresenta de maneira rápida de fácil. Comer, tomar um analgésico ou dar uns berros com o coleguinha se mostram bastante eficazes no combate ao meu mau humor.

Este post faz parte do Desafio 52 semanas, semana 20. Clique aqui para ler os outros posts publicados para o projeto.

Ps: ficar sem meus óculos também me deixa bastante irritada. Não é nada agradável não enxergar as pessoas, placas, letreiros, o mundo…

Ps²: ficar sem dinheiro. Nem precisa explicar, né? Ainda mais com o atual cenário político e econômico do nosso país.

E você, amiguinho, o que te deixa com nível hard de mau humor?

Cinco séries do coração

Oi, desafio 52 semanas. Tudo bem? Faz tempo que a gente não se fala, né?

Pois é. Há dois posts atrás contei porque o blog ficou desatualizado por quase um mês. Fiquei chateada por ter falhado no desafio, pensei em abandoná-lo mas chega dessa palhaçada de largar as coisas pela metade.

Prossigamos então com o tema para esta semana, a 19ª do desafio: minhas séries favoritas.

Alerta de textão

Quem me conhece um tiquinho sabe que em primeiríssimo lugar está DOCTOR WHO.

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Eu embarquei nesse mundo de séries por volta de 2011, depois de conhecer meu marido. Ele me mandava mensagens do tipo “amor, olha essa série que legal”. Eu baixava e assistia. Foi assim que conheci essa série de mais de 50 anos de existência. O primeiro episódio, claro, foi tipo WHAT A HELL IS GOING ON? Mas depois fiquei MARAVILHOSO ISSO, QUERO MAIS. Os episódios favoritos são muitos, qualquer dia desses falo sobre eles aqui. Infelizmente a Netflix ferrou os esquemas e tirou Doctor Who da grade.

Depois vem GAME OF THRONES. Naturalmente, gosto mais dos livros do que da série de TV. As vezes eu olho pra eles na estante e nem acredito que li aquilo tudo. Apesar de achar a série muito bem feita e adaptada, sempre acho que poderia ser diferente uma coisa ou outra. Principalmente quando não caracterizam as personagens de acordo com o que eu idealizei na minha cabeça.

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Uma série que comecei a assistir após o advento da Netlfix foi SUPERNATURAL. Passei as primeiras semanas dormindo de luz acesa, mas tudo bem. Sobrevivi. Não sei por que a série tem 11 temporadas, a história dos irmãos Winchester deveria ter se encerrado lá na 6ª temporada, mas Jared Padalecki e Jensen Ackles nunca são demais na minha telinha. Sem falar que esse estilo low fantasy, o sobrenatural misturado com o mundo real, me atrai bastante.

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DOWNTON ABBEY é outra série que conheci pós Netflix e me apaixonei de um jeito que nem percebi. Quando me dei conta já tinha assistido as 5 temporadas disponíveis on line. A representação magnífica de uma época me deixou hipnotizada. Ver a vida acontecendo enquanto a História se escrevia, embora seja uma vida fictícia, é, no mínimo, fascinante.

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E pra encerrar esse post enorme, TORCHWOOD, um spin off de Doctor Who, com um orçamento baixo, um elenco razoável, mas tem Jack Harkness de protagonista e Russel T. Davies de showrunner da série. E, não, não superei a saída do RTD para a entrada do Moffat em Doctor Who.

E vocês? Quais são suas séries favoritas? Já assistiu alguma das citadas aqui?

Até breve.

Este post faz parte do Desafio 52 semanas, semana 19. Clique aqui para ler os outros posts publicados para o projeto.

Organiza, Isabele.

Um dos objetivos pessoais para 2016 é ser mais organizada e menos procrastinadora. Eita palavrinha difícil de falar, que puxa para trás toda uma vida e não deixa que sonhos se realizem. Xô, xô, xô.

Pra atingir esse objetivo comecei a pesquisar sobre os planejadores pessoais e me assustei horrores com o preço deles. Algumas pessoas queridas me indicaram algumas lojas que produziam os famosos planners a um preço mais em conta, mas ainda assim achei um valor alto a se pagar por um ajuntamento de papéis.

Foi aí que descobri o Bullet Journal, um sistema analógico de organização, mais personalizável impossível.

The System

The Bullet Journal is a customizable and forgiving organization system. It can be your to-do list, sketchbook, notebook, and diary, but most likely, it will be all of the above. It will teach you to do more with less.

Tradução livre: O bullet journal é um sistema de organização customizável e indulgente. Pode ser sua lista de tarefas, caderno de rascunhos, caderno de anotações, diário, mas muito provavelmente, será tudo isso acima. Ele te ensinará a fazer mais com menos.

 

O método te permite ajustar completamente o layout e o conteúdo escrito, além de deixar que a criatividade se solte através da prática de caligrafia e desenhos. Nele você é livre pra decidir quantos dias da semana irão em cada página, a cor e estilo das letras, você pode listar desafios, livros lidos, itens de desejo, rastrear os hábitos diários, visualizar mais facilmente os eventos futuros etc.

Além disso, dá uma sensação de bem-estar maravilhosa quando se cumpre um item da lista. A gente se sente a pessoa mais organizada e incrível da face da Terra. O orgulho da Nação.

O uso do bullet journal despertou meu interesse pela caligrafia/lettering e agora passo bons minutos no Instagram vasculhando as hashtags correspondentes. Cada vídeo incrível.

Eu ainda sou uma novata no uso do bullet journal mas já tenho minha “musa inspiradora”. No Instagram e no YouTube acompanho com afinco a Kara, do blog e canal Boho Berry. Ela é incrivelmente criativa e reconhecida até mesmo pelo criador do método. Aliás, o único revés na hora de pesquisar e implementar o método, é que a maioria do conteúdo existente sobre ele está em inglês. Mas dá pra pegar o espírito da coisa caso se conheça minimamente o idioma.

Aqui no Brasil, a Maki, dona do blog Desancorando, é a minha referência.

bujo

Clique na imagem e seja redirecionado para o video oficial do Bullet Journal.

Como vocês se organizam no dia a dia? Usam algum planner digital ou analógico? Já conheciam o sistema do bullet journal?