Brincadeira de criança, como é bom…

papelaria

Eu tive que recorrer a sessões de hipnose (a.k.a. perguntar pra minha mãe) pra responder ao desafio de hoje e listar as minhas brincadeiras ou brinquedos preferidos da infância.

Quando eu penso na minha infância, eu lembro de papel e caneta (lápis não servia de jeito nenhum). Acho que o vício em papelaria começou ali.

Já naquela época os eletrônicos exerciam um fascínio sobre mim. Nos anos 90 era comum a gente ter aqueles mini-games, em tela preto e branco, que a gente perdia horas jogando Tetris, o jogo da cobrinha e o do carrinho. Apollo, hey!

Eu lembro de ter ganhado um tecladinho de presente de natal, dado pela empresa onde meu pai trabalhava. Mas o bichinho não durou muito tempo pois ele chegou até mim no mesmo período em que bateu aquela curiosidade de saber como as coisas funcionavam. Em pouco tempo ele estava todo desmontado e sem emitir um som se quer.

Mas eu também brincava de bonecas. Não era minha brincadeira preferida, mas ok. Estavam lá e me faziam companhia na hora de brincar de cabaninha. Eu destruía as bonecas, gente. Arrancava os braços, perdia os sapatos, cortava o cabelo, riscava com caneta…

E já no fim da infância e adentrando a pré-adolescência eu gostava mesmo era de andar de bicicleta ou patins com minhas sobrinhas e alguns coleguinhas da rua. Aliás, a nossa atividade favorita era brigar, né Fernanda e Renata? 😀

Eita, desafio pra me deixar nostálgica…

Este post faz parte do Desafio 52 semanas, semana 11. Clique aqui para ler os outros posts publicados para o projeto.

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Lembranças da minha infância

infânciaHoje, 12 de Outubro, comemoramos o Dia das Crianças. Pra não deixar a data passar em branco, resolvi compartilhar as lembranças da minha infância. De maneira não linear, por motivos de: a memória não é linear.

As lembranças mais remotas

Na sala do nossa primeira casa, mãe assistindo TV e eu apenas sentada ao lado dela, observando-a. Na verdade, essa casa foi a segunda, mas eu não lembro da primeira.

Lembro, remotamente, da minha festa de aniversário de 4 anos. Tinha uns bichinhos colados no lençol que minha mãe e minhas irmãs usaram como painel pra mesa do bolo.

Eu tinha um preazinho, pequenino toda vida, de pelo muito branquinho. Ele morava dentro de um caixote de feira. Num certo dia, acordei e o preá estava morto. Meu pai prometeu me dar outro. Estou esperando até hoje.

Minha mãe

Sempre tive um vínculo muito grande com minha mãe. Eu não lembro de nenhum momento da minha vida em que minha ela não tivesse uma participação significativa. Uma vez ela viajou com um grupo da igreja, pra participar de um congresso de mulheres. Eu fiquei com meu pai. Tive altas febres que só passaram quando minha mãe retornou.

Eu era a companheira de andanças dela. Pra todo lado que a velhinha ia, lá estava eu agarrada na barra de seu vestido.

Período escolar

Eu fiz o CA num dos colégios mais bacanas da região. Não queria ter saído de lá. Mas minha mãe trabalhava numa escola municipal e provavelmente foi mais conveniente eu estudar no mesmo local onde mãe trabalhava.

Era nesse colégio que minhas sobrinhas estudavam. Minha sobrinhaFernanda foi da mesma turma que eu até a quarta-série do primário. Equivalente ao 5º ano do ensino fundamental hoje.

Elas eram minhas únicas amigas da escola. Só depois que cada uma foi pra um colégio fazer o ginásio (hoje, o 6º ano) que tive uma amiga de turma. A Kétilen, amiga até hoje. Mora aqui pertinho de mim.

Minha mãe era merendeira e só comíamos quando tínhamos certeza que ela havia preparado a comida.

Convivência familiar

Eu tenho um monte de irmãos, mas todos muito mais velhos. A mais nova tem 14 anos a mais que eu. E na minha casa morávamos apenas eu, mãe e pai. Isso gerou um afastamento entre eu e meus irmãos e uma falta de identificação muito grande com eles. Hoje, a diferença de idade nem parece tanta. São meu socorro.

Eu sempre estava junto com meus sobrinhos. Nossas idades eram muito próximas. Vivíamos brigando mas 5 minutos depois, já estávamos de bem de novo. Hoje, a gente continua brigando à toa, mas agora é pelo grupo do WhatsApp que a gente bate boca. Atualidades.

Eu e minhas sobrinhas brincávamos de escolinha, até cobrávamos mensalidade. Uma loucura. Promovíamos altas festas para nossas bonecas. Com direito a comida de verdade e tudo.

A gente carimbava papéis, recortávamos a imagem e depois saíamos à rua pra vendê-las. Acreditam nisso? Nós tínhamos uma clientela cativa: os pinguços da barraca. Sempre compravam e às vezes devolviam o recorte de papel pra continuarmos vendendo.

Algumas lembranças aleatórias

  • Meu pai jogando minha chupeta no terreno baldio, onde morava um gambá comedor de criancinhas.
  • A briga entre eu e minha amiga Renata, no bequinho voltando da escola. Foi minha madrinha de casamento.
  • Minha sobrinha Marcelle não comia direito e sempre que eu dava comida a ela, era uma loucura. Ela queria beber o suco todo antes de terminar a refeição e eu não deixava. Ela se casará daqui a 12 dias. Serei madrinha.
  • Eu caindo dentro de um valão porque não obedeci minha mãe.
  • Eu, dama de honra do meu irmão Janiel e minha cunhada Nadir.
  • Eu indo buscar a recém-nascida Ana Paula, na maternidade.  Vinte anos depois, era vez de eu buscar a filhinha dela. Muito amor.
  • Eu e minhas sobrinhas simulando um riacho com o tanque de lavar roupa. Bem ao estilo fantástico mundo de Bob.
  • A gente correndo dos bate-bolas durante o Carnaval.
  • O mingau que mãe fazia.
  • Eu ateando fogo no cabelo pra ver o que aconteceria.
  • Minha mãe lavando meu cabelo com sabão de coco e deixando secar naturalmente. Depois ela me levou ao médico, onde eu deveria fazer um eletroencefalograma.
  • Eu sendo penetra nas festas que minhas sobrinhas iam. E vice-versa.
  • Jogando Queimado. Pique-bandeira. Vôlei. Pique-alto, pique-pega, pique-cola.

Quando você pensa em Infância, qual a primeira coisa que te vem à cabeça?

Bom feriado, pessoal.