TBR de julho: MLI2016

maratona literária

Há três meses não falamos sobre livro neste blog. Vergonhoso, já que estar sempre com um livro na mão é uma característica que me define bem. Porém, um blog pessoal é assim, orgânico, vai acompanhando a vida da gente. E desde os acontecimentos de abril que não consigo me conectar com uma leitura a ponto de falar sobre ela.

Meu ritmo anda bem lento, lendo de 10 a 20 páginas por dia, às vezes nem isso. Mas julho está batendo à porta, pedindo licença e julho é mês de maratona literária de inverno (MLI).

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Eu participei da MLI do ano passado é foi muito proveitosa, li todos os livros propostos e deu uma satisfação danada.

Pra quem não conhece a MLI, algumas informações sobre ela:

– foi criada pelo Victor Almeida, do canal Geek Freak

– o objetivo da MLI é nos fazer ler mais do que leríamos normalmente durante um mês, como tenho lido apenas um livro/mês, pretendo ler um por semana.

– terá duração de 4 semanas, começando em 3 de julho de terminando em 31 de julho

– cada semana um tema pra gente ler

– há interações bem divertidas entre os participantes (inclusive sorteios de brindes) e esse ano ela ocorrerá apenas pelo Twitter (melhor rede social). Sigam o Victor por lá @victoralmeidap

Assistam ao vídeo do Victor para mais informações.

Os temas semanais para a #MLI2016

1ª semana: livros encalhados na estante: escolhi Sobre a brevidade da vida, do Sêneca.

2ª semana: livros hypados, que apareceu na maioria dos canais literários: Tá todo mundo mal, da Jout Jout. Não vi muitos vídeos sobre esse livro mas a Jout Jout é hypada.

3ª semana: livros que se passam em outro mundo, num cenário que não seja o nosso mundo real: Mestre Gil de Ham, do Tolkien.

4ª semana: livros com temática que representem outras culturas, etnias (diversidade): Persépolis, de Marjane Satrapi.

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Eu escolhi livros curtos para essa maratona pra não correr o risco de falhar, já que ando meio empacada com as leituras, como disse anteriormente. Tudo bem que Persépolis é bem grande, mas é mais fácil de ler.

Para acompanhar o andamento das minhas leituras durante a #MLI2016, me acompanhem nas redes sociais e procurem também pela hashtag #isanaMLI2016

Twitter: @PinkPaulaS | Instagram: @isapaulas | Snapchat: PinkPaulaS

 

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[Resenha] Um teto todo seu

um teto todo seu

Virginia Woolf foi convidada a palestrar sobre mulheres e ficção. E ela pegou um caminho diferente do que esperavam. Fez uma viagem no tempo até os séculos XVI, XVII e traçou um panorama sobre a vida das mulheres durante o período. O mesmo fez com os séculos seguintes. Tudo isso revisitando as obras literárias publicadas durante esses anos.

A partir disso ela vai traçando um perfil de participação da mulher na sociedade inglesa, da total ignorância e subserviência até os dias que começou a ler e escrever e a partir daí desejou ingressar no mundo das letras. Elas não recebiam estímulo intelectual, eram apenas domésticas, sem nenhum momento para elas mesmas, sempre dedicadas ao bem-estar do marido, pai, irmão. Sempre servis, não tinham tempo, espaço nem dinheiro para produzir nem consumir literatura.

um teto todo seu.

Neste livro a autora aponta todas as dificuldades e preconceitos enfrentados por essas mulheres. Compara as obras das grandes escritoras inglesas entre si e entre escritores. E conclui afirmando, já percorrendo a literatura contemporânea do seu tempo, que mesmo sem a estrutura ideal para a criação as mulheres conseguiam produzir grandes romances, imaginem do que seriam capazes em condições favoráveis.

No último capítulo, Virgínia convida as mulheres a criarem, a passarem por cima da menor liberdade intelectual que possuem e a “escreverem todo o tipo de livro, não hesitando diante de nenhum tema, por mais trivial ou vasto que seja.

“Ouço-me dizer breve e prosaicamente que é muito mais importante ser você mesma do que qualquer outra coisa. (…)Pensem nas coisas por si mesmas.”

Não foi nada fácil ler esse livro. O tempo todo eu pensava que deveria ler outra obra, não estava me conectando com a escrita de Virginia. O mesmo problema que encontrei nos outros livros da autora que tentei ler. Muita digressão, eu me perdia, às vezes tinha que voltar um parágrafo inteiro. Apenas nos últimos capítulos consegui perceber onde Virginia queria chegar e foi lindo.

Agora que já conheço melhor o estilo narrativo de Virginia Woolf, voltarei à leitura de Mrs Dalloway. Questão de honra! Até porque esse livro era pra ser um livro viajante e está parado comigo há uns 3 ou 4 anos.

um teto todo seu virginia woolf

Um teto todo seu é um livro importante, muito relevante, haja vista tantos obstáculos e escárnios que as mulheres de hoje ainda encontram quando se propõem a criar algo ou simplesmente a lutar por seu lugar no mundo.

Post especial para o Desafio Literário Skoob 2016.

Minha Wishlist de Natal

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Por mais que a gente tente celebrar o Natal em seu sentido original, o nascimento de Jesus, acabamos cedendo à pressão das leis do comércio e associamos a data à compras. Chega dezembro e aparece uma enxurrada de listas de possíveis presentes.

Comigo não seria diferente. Há algum tempo venho paquerando os itens da minha listinha e vamos ver se transcrevendo meus desejos, alguns itens não se materializam e alcancem minhas mãos. #oremos

Mini Power Bank: recarregador de bateria portátil com autonomia de até 3 recargas por ciclo. Quero ele douradinho assim como na foto.

Bolsa térmica: esse modelo em neopreme é lindinho demais. Quem sabe eu não me empenhe mais em cozinhar e levar minha própria comida para o trabalho. Seria uma economia e tanto. Quero tanto que pedi de presente no amigo secreto do trabalho.

Dia de Beuatè: o livro que a  Victoria Ceridono lançou há alguns meses. Maquiagem para a vida real. Minha segunda sugestão de presente de amigo oculto.

Perfume Prada Candy: eu sou apaixonada por esse perfume. Comprei voltando da minha viagem à Buenos Aires. Ele acabou e ainda não tive coragem de comprá-lo. Serve o de 30ml, caso você queira me dá-lo e garantir meu amor e gratidão eternos.

Paleta de sombras Enchanted Eve Eyes Warm: eu sou MAC addicted incurável. E essa paletinha de sombras está perfeita pra mim, com as cores que uso com mais frequência.

Base Studio Fix Fluid, MAC: apesar de eu ser muito fã da MAC, nunca usei uma base da marca. Essa é uma boa hora pra você me ajudar a mudar isso. Cores NC35 ou NC37.

É isso. Fiquem a vontade para comprar-me quantos presentes quiserem. Amarei todos. 🙂

Até breve.

Lendo a Ditadura: uma volta ao passado

Diante dos últimos acontecimentos no país, ficou claro o desconhecimento -ou esquecimento- da nossa própria história. Muitos foram às ruas pedindo o retorno da ditadura militar no país. Os argumentos são vários: medo do Comunismo que, supostamente, a atual presidente tenta instaurar na Nação, crise econômica… E veja só você, os que foram às ruas só o puderam fazer por conta da Democracia vigente. Interessante, não?

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