[Resenha] Razão e Sentimento

razao e sentimento

Um livro de primeiras vezes.

O primeiro livro publicado por Jane Austen, sob pseudônimo já que no início do século XIX ninguém queria publicar uma mulher.

O primeiro livro da autora que li. Eu tinha um medo de ler Jane Austen que nunca saberei de onde veio. Mas amante de Downton Abbey que sou só tinha como opção gostar da autora.

Este livro também marca minha estreia no Clube dos clássicos vivos, grupo do Goodreads do qual participo.

razao e sentimento.

O livro conta a história das irmãs Dashwood, Elinor e Marianne. Uma, a razão e a outra, puro sentimento. Elas viviam confortavelmente até o pai morrer e deixar sua fortuna como herança para o filho mais velho. A mãe a as irmãs receberam uma pequena quantia em dinheiro que não garantiria o padrão de vida que tinham antes da morte do Sr Dashwood. Elas acabam se mudando de cidade e aí que todas as aventuras acontecem e a trama se desenvolve em meio a encontros e desencontros amorosos.

Em Razão e Sentimento  (ou Razão e Sensibilidade em outra edições) temos uma amostra de como era a sociedade inglesa da era georgiana, onde o que importava mesmo era quanto se tinha de rendimento anual e com quem as pessoas se relacionavam. Nesse período, ascensão social era impensável.

“(…) tudo o que se possa dizer a respeito da felicidade de alguém depender inteiramente de uma determinada pessoa, não corresponde… não se ajusta… não é possível que assim seja…”

Apesar de não ser um livro com grandes acontecimentos eu gostei bastante, não fiquei entediada em nenhum momento, apesar de volta e meia encontrar monólogos bem extensos. O final proposto para as personagens Elinor e Marianne foi bastante convincente.

Recomendo bastante este livro. E já quero ler tudo que Jane Austen escreveu.

[Resenha] O papel de parede amarelo

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Eu precisei reler esse conto pra falar dele aqui. Mais especialmente por conta do último parágrafo.

Já nas primeiras linhas desconfiei do que a protagonista e narradora do conto sofria. Mas não falaremos de achismos diagnósticos.

A personagem é uma mulher, sem nome citado, que acabou de ter um bebê e é diagnosticada pelo marido médico, como tendo uma depressão nervosa com tendências histéricas e a deixa confinada num quarto a fim de estabiliza-la.

Além da privação do contato humano, ele contraindica qualquer esforço físico ou intelectual. John, o marido, desaprova inclusive o seu hábito de relatar em um diário o curso de seus dias.

A depressão nervosa aliada ao confinamento exacerbou seus conflitos mentais e como uma estratégia de fuga ela se torna obcecada com o papel de parede do quarto.

O texto todo é muito angustiante, principalmente nos momentos em que ela relata a descrença da família e amigos de que realmente esteja doente, desencorajam suas ações e riem-se dela.

O papel de parede amarelo me lembrou muito uns textos e videos muito compartilhados nas redes sociais, dizendo como devemos nos comportar diante de uma pessoa com depressão e do que não dizer pra ela.

Isso é frescura. Você precisa se esforçar. Tá nessa porque quer. Não entendo porque você está sempre tão triste, sua vida é perfeita.

Esses são alguns lugares comuns, tão século XIX e ao mesmo tempo tão atuais, que encontramos em O papel de parede amarelo. Não com essas palavras, lógico, mas com esse sentido.

Charlotte Perkins Gilman foi uma romancista e contista americana, nascida em 1860. Alguns estudiosos consideram O papel de parede amarelo uma manifestação feminista da autora contra à redução da mulher ao ambiente doméstico, já que mulheres eram considerados frágeis e incapazes. Acredita-se também que este conto seja semi-autobiográfico. 

[Resenha] Mudança, Mo Yan 

 

Mais um livro concluído para o Desafio Literário Skoob 2016.

Originalmente eu havia escolhido O gigante enterrado como o livro para o mês de fevereiro, que tem como tema um livro de autor asiático. Mas acabei escolhendo outro pois o primeiro possui um lirismo tão singelo e encantador que não dá pra ler com prazo pra terminar.

Falemos de Mudanças…

Em 2009 Mo Yan foi convidado a escrever sobre as mudanças ocorridas na China nos últimos 30 anos. Sem saber como e o quê, começou a escrever sobre ele mesmo e num dado momento percebeu que era impossível desvencilhar-se daquele tema, que era tanto sobre ele quanto sobre seu país.

O livro de 128 páginas é uma colcha de retalhos, no bom sentido. As duas histórias se entrelaçam. Desde sua infância até a vida adulta, mudanças políticas e econômicas moldavam o destino da China e do autor, aproximando-o da carreira literária que ele tanto almejava.

Ler Mudanças é como se estivéssemos sentados numa cadeira de balanço, na varanda de casa, ouvindo o avô contar pequenos casos da sua longa vida, tudo que ele fez pra chegar até ali.

É um texto simples, singelo, sem grandes preocupações com estilística. Uma conversa casual entre amigos… Recomendo que leiam sem muitas expectativas, ideal para aqueles dias em que queremos ler algo leve, simples e satisfatório.

Post especial para o Desafio Literário Skoob 2016.

Para ler a sinopse visite a página do livro no Skoob.

E o Carnaval?

Quem acompanha o blog sabe que não sou do Carnaval. Fiz um post falando rapidamente sobre isso e rendeu até uma mini polêmica (e algumas reconsiderações). O país inteiro para em virtude dessa festa e, infelizmente, alguns serviços que não podem parar por motivo algum (que é o meu caso) sofrem. A vida de plantonista segue à diante, independente do feriado em questão. Um dos blocos mais frequentados daqui se concentra na esquina do meu trabalho. Pense num transtorno! Mas enfim. Não foi pra fazer a diferentona que odeia carnaval que este post existe.

Meus irmãos estão planejando uma praia ou piscina e churrasco aqui em casa. Onde minha irmã vai enfiar piscina aqui eu não sei. Mas sendo ela quem é, há de conseguir.

Para o caso de não rolar a programação acima, separei um lista de livros que quero começar/ avançar/ terminar durante esses dias de festa da carne (só pela polêmica).

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Os livros que quero começar:

Os livros que quero avançar e/ou terminar:

Pretendo ler também as HQ’s que estão paradas à seculos na estante e colocar em dia Downtown Abbey e Vikings. Pode ser que eu resolva colocar a cara na rua e ir ao cinema continuar a maratona do Oscar.

Acompanhem-me no Snapchat para saber a quantas andam meu feriado. É PinkPaulaS.

E aí do outro lado da tela? Quais são os planos para esse Carnaval?

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[Resenha] Doctor Who-Shada

Há tempos não falo sobre livros aqui e nada melhor do que voltar a fazê-lo falando de Doctor Who.

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Estou devendo um post sobre a série, eu sei. Eu só preciso baixar meus episódios favoritos e revê-los pela enésima vez pra compartilhar aqui.

Por ora falemos de Shada, o primeiro livro de Doctor Who que li.

Esse livro tem origem no episódio, de 1979 e roteirizado pelo Douglas Adams, de mesmo nome, que nunca foi ao ar. Algumas cenas até foram gravadas mas não terminaram as filmagens por motivos alheios.

Gareth Roberts, também roteirista da série, foi convidado a concluir o episódio em forma de prosa e o fez com maestria. A história é bem típica da série, algum alienígena louco deseja dominar o mundo e coloca a Terra em risco. O Doutor e seus companheiros chegam para salvá-la. Todo mundo sabe como esse senhorzinho, aqui com 760 anos, é apegado a esse planeta e seus habitantes. No meio disso muita confusão, algumas baixas e muita ciência, embora uma ciência inexistente. Eu acho.

Há quem diga que Doctor Who é ficção científica, fantasia, fantasia científica, ficção fantástica. Bem, de fato, a série e este livro são mesmo fantásticos.

Roberts conseguiu manter o tom cômico do Adams. Eu dei boas risadas desde a primeira página até a última. Aliás esse livro tem o melhor primeiro parágrafo que já li em toda minha história com livros. E a dissolução do conflito bem absurda, como sempre. Sensacional.

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Diga aí se não é o melhor primeiro parágrafo que você já leu.

Eu recomendo o livro a todos que o curtem o gênero. Mas acredito que quem já assistiu a série conseguiria capitar melhor toda a ideia de Shada, já que ele é cheio de referências ao próprio cânone.

Foi uma grata surpresa e eu já quero mais livros com o Doutor.

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Post especial para o Desafio Literário Skoob 2016.

Para ler a sinopse visite a página do livro no Skoob.

Alguns Retalhos acumulados…

citações favoritas

Retalhos é uma das categorias aqui do blog que mais tenho gosto de atualizar, apesar de ter ficado algum tempo parada. Ela é o meu xodozinho. E não é que o desafio dessa semana é justamente para listar 5 citações favoritas? As minhas preferidas, que estavam guardadas em algum lugar há algum tempo, já foram publicadas aqui nessa categoria.

Pra não ficar repetitiva nas citações, eu tive que ler mais, ouvir mais músicas, assistir mais filmes, prestar mais atenção nas conversas com os amigos… Mas não é bem assim que as coisas funcionam, né? A palavrinha tem tocar fundo lá no nosso coração, ficar martelando na nossa cabeça por dias e dias… Só assim sabemos que ela é queridinha por nós.

Bem em cima do laço consegui separar citações diferentes pra compor a lista. Mas uma delas é a favorita da vida inteira e foi repetida aqui. Veja mais abaixo.

Você não é obrigada a tratar, mas é obrigada a cumprir. (Mãe me ensinando a honrar meus compromissos) ❤

As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. (Um versículo bíblico (I Coríntios 2,9) que uma amiga da faculdade leu pra mim. Me marcou profundamente e sempre me lembro dele quando tenho algum questionamento sobre como anda a vida. Uma pena que não tenha mais contato com essa amiga.)

É possível lutar contra ameaças físicas, mas quando alguém controla a sua mente, você perde tudo. (O quarto Doutor sendo maravilhoso em Doctor Who – Shada, página 194. Só consigo pensar nas meninas que sofrem com relacionamentos abusivos com esse quote)

If I turn into another dig me up from under what is covering the better part of me. Se eu me transformar em outra, desenterre-me daquilo  que esconde a melhor parte de mim. (Dig, do Incubus)

Não trate como prioridade quem te trata como opção. Uma das frases mais cafonas que já vi circulando pela internet. Mas não é que ela faz muito sentido? 

E para saber quais outros trechos de música, livros, filmes que já publiquei aqui é só vasculhar a categoria Retalhos ali do ladinho. 🙂

Até breve.

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Coisas que me fazem feliz

img_7374Correndo o risco de parecer injusta com as tantas outras coisas que me fazem feliz, eis meu  top 5.

Colocá-las no “papel” e divulgar pro mundo é um pouco assustador pois podemos parecer arrogantes e materialistas ou que estamos forçando a barra pra parecer humilde e desapegado.

CHEGAR EM CASA DEPOIS DE UM DIA INTEIRO DE TRABALHO. E por dia inteiro, entenda-se 24 horas, literalmente. Vocês não tem noção do alívio que é colocar os pés em casa, arriar a bolsa pesada e sair largando uma peça de roupa por cada cômodo. É libertador. Depois de dormir muitas horas, bater um papo com o marido e checar todas as redes sócias, a gente levante e põe as coisas no lugar.

UM PRESENTE INESPERADO. Noooossa, que materialista. Não se trata do objeto em si e sim da lembrança, do que você representa pra pessoa que te presenteou, sobre o quanto ela te conhece. É muito bacana quando alguém chega e fala “Olha, vi isso em tal lugar e lembrei-me de você. Achei tua cara.” Automaticamente aquele objeto se torna valiosíssimo. Por menos e mais simbólico que pareça.

VISITA DA FAMÍLIA. Eu moro na mesma cidade que meus pais e meus familiares, mas em áreas programáticas distintas e distantes. Quase uma hora de carro. Mas eu não tenho carro e de esse tempo aumenta consideravelmente quando feito de transporte público. Então quando a galera aparece aqui em casa é só festa.

PERDER PESO: nem precisa explicar, não é?

COMPRAR LIVROS NOVOS. Sinto-me a poderosa, leitora assídua, viciada, a maioral. Comprar livros é maravilhoso. Enquanto desenvolvia este post, montava listinha de desejados na Amazon.

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