Não aguento mais essa música

earworm

Desde que estudei Parasitologia na faculdade, eu tenho paranóia com insetos sobrevoando a região dos meus ouvidos. Morro de medo de um deles pousar dentro do meu pavilhão auditivo, depositar ovinhos e um monte vermezinhos asquerosos crescer lá dentro. Vira e mexe eu sismo que alguma mosca pousou lá e fico louca querendo uma consulta de emergência com um médico otorrinolaringologista. Michel (o boy) não tem sossego pois só falo sobre isso durante dias e dias, tipo a Lolly de Orange is the new black.

Existe outro tipo de infestação mais recorrente, menos perigosa, mas igualmente incômoda: quando uma música não sai da sua cabeça.

Gente, o que é isso? Como assim não conseguimos parar de cantarolar, pensar, enfim, viver uma única música? Mesmo ouvindo uma playlist inteira a gente não consegue esquecer a ingrata.

Esse troço atrapalha todos os segmentos da vida. Você pode estar lendo, assistindo TV, trabalhando, tentando dormir ou, pior, conversando sério com alguém e só consegue pensar na bendita ou maldita musiquinha.

Às vezes estamos de boa, concentrados numa tarefa importante e do nada, uma coisinha vira gatilho pronto. Tudo acabado.

Sempre que acontece comigo se trata de um gênero musical que não aprecio muito. Ainda bem que tem prazo de validade.

Meu caso mais recente é a tal da música Bumbum granada. Eu assisti a uma paródia dela no Youtube, fui checar a original e agora, onde quer que eu esteja o tal do taca taca taca taca taca taca taca taca fica martelando na minha cabeça. Nesse caso temos um agravante, estou viciadinha também em vídeos do povo dançando essa música, tipo lambaeróbica (alerta de idade).

Tá, mas o que tem a ver a Parasitologia ali no primeiro parágrafo com música chiclete? Acontece que esse fenômeno musical é conhecido mundialmente como earworm, em português, verme de ouvido.

O mais interessante desse fenômeno é que quando passa, a gente nem lembra mais da existência de tal canção. Eu não faço ideia de qual foi a última que grudou nos meus ouvidos.

Aliás, me ocorreu agora a ideia de criar uma playlist chamada vermes de ouvido. Somente pra manter o registro dessas bizarrices.

Nesse site aqui tem umas dicas pra se livrar desses vermezinhos, que às vezes a gente até curte, sejamos sinceros…

Adivinhem qual música ouvia enquanto criava esse post?

Uma blogueira atrasada: projeto #mulheresdemarço

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A blogueira fail aqui esqueceu de avisar do projeto #mulheresdemarço que adotei nas minhas redes sociais para ler e divulgar apenas livros escritos por mulheres durante o mês de março. Inspirado no Leia Mulheres e no Dia Internacional da Mulher comemorado no dia 8.

Acontece que me empolguei e estendi o #mulheresdemarço ao universo dos filmes e da música, que de projeto especial virou desafio, haja vista meu perfil no Spotify que quase não tem artistas mulheres, menos ainda contemporâneas e o único filme que assisti e tenho consciência de que foi dirigido por uma mulher é o Bicho de sete  cabeças.

A Cláudia do blog A mulher que ama livros está tocando o #vejamaismulheres e é lógico que pegarei indicações de filmes com ela.

Se vocês tiverem alguma dica, só deixar nos comentários. Serão muito bem-vindas.

Mesmo atrasada na divulgação do projeto, ainda dá tempo de você aderir e acompanhar, caso deseje. 🙂

Para me acompanhar nas redes sociais é só clicar:

Twitter: @PinkPaulaS |Instagram: @isapaulas |Snapchat: PinkPaulaS

Alguns Retalhos acumulados…

citações favoritas

Retalhos é uma das categorias aqui do blog que mais tenho gosto de atualizar, apesar de ter ficado algum tempo parada. Ela é o meu xodozinho. E não é que o desafio dessa semana é justamente para listar 5 citações favoritas? As minhas preferidas, que estavam guardadas em algum lugar há algum tempo, já foram publicadas aqui nessa categoria.

Pra não ficar repetitiva nas citações, eu tive que ler mais, ouvir mais músicas, assistir mais filmes, prestar mais atenção nas conversas com os amigos… Mas não é bem assim que as coisas funcionam, né? A palavrinha tem tocar fundo lá no nosso coração, ficar martelando na nossa cabeça por dias e dias… Só assim sabemos que ela é queridinha por nós.

Bem em cima do laço consegui separar citações diferentes pra compor a lista. Mas uma delas é a favorita da vida inteira e foi repetida aqui. Veja mais abaixo.

Você não é obrigada a tratar, mas é obrigada a cumprir. (Mãe me ensinando a honrar meus compromissos) ❤

As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu,e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. (Um versículo bíblico (I Coríntios 2,9) que uma amiga da faculdade leu pra mim. Me marcou profundamente e sempre me lembro dele quando tenho algum questionamento sobre como anda a vida. Uma pena que não tenha mais contato com essa amiga.)

É possível lutar contra ameaças físicas, mas quando alguém controla a sua mente, você perde tudo. (O quarto Doutor sendo maravilhoso em Doctor Who – Shada, página 194. Só consigo pensar nas meninas que sofrem com relacionamentos abusivos com esse quote)

If I turn into another dig me up from under what is covering the better part of me. Se eu me transformar em outra, desenterre-me daquilo  que esconde a melhor parte de mim. (Dig, do Incubus)

Não trate como prioridade quem te trata como opção. Uma das frases mais cafonas que já vi circulando pela internet. Mas não é que ela faz muito sentido? 

E para saber quais outros trechos de música, livros, filmes que já publiquei aqui é só vasculhar a categoria Retalhos ali do ladinho. 🙂

Até breve.

Este post faz parte do Desafio 52 semanas. Clique aqui para ler os outros posts publicados para o projeto.

Imagem: Pexels

[Música] Sonata Arctica pra animar sua tarde

Dessa vez compartilharei com vocês uma banda que conheci esse ano e gostei demais do som dos caras. Trata-se da banda finlandesa de power metal, Sonata Arctica.

sonata arctica

Eu conheci a banda no início desse ano, quando eles anunciaram turnê pelo Brasil, passando pelo Rio de Janeiro. Meu marido é fã dos caras desde a adolescência e comprou meu ingresso para ir ao show junto com ele. Detalhe que eu não tive muita escolha. Tive que ir e ponto. Mas teve volta e ele me acompanhou ao show de uma das minhas bandas favoritas da adolescência também. Esse assunto fica pra outro post. rs

A partir daí me dediquei a ouvir algumas músicas da banda pra não chegar na hora do show e ficar com cara de paisagem. Logo de cara, a música que mais me chamou atenção foi Fulmoon.

She should not lock the open door
(Run away, run away, run away)
Fullmoon is on the sky and he’s not a man anymore
Sees the change in him but can’t
(Run away, run away, run away)
See what became out of her man
Fullmoon

Letter to Dana é outra que eu ouço em looping. Aliás, tenho uma coisa com qualquer música que comece com “Carta para…”

Dana, my dana, I’m writting to you
I heard you passed away, it was a beautiful day
I’m old and a feel time will come for me

Outras músicas da banda que eu curto demais são Replica e 8th Commandment

Nothing’s what it seems to be
I’m a replica, I’m a replica
Empty shell inside of me
I’m not myself; I’m a replica of me

Stay for a while, stay forever. Sing for the times you are
bound to betray. Run for the life, run forever, your eyes
tell a lie and the liar must always die

O show do Sonata Arctica no Circo Voador foi incrível, uma energia muito boa e conexão com público muito bacana. A casa não estava lotada, foi num dia de semana. Tinha uma galera bem novinha acompanhada dos pais igualmente fãs e muita gente que saiu do trabalho e foi direto pra lá.

Eu fiquei de cara com o tanto que o vocalista Tony Kakko canta. Incrível. Recomendo muito que vocês ouçam. Não é o estilo musical mais popular mas vale o click. Deixem aí rolando enquanto vocês executam outras atividades no computador. E depois me contem o que acharam.

🙂

PS: clique na letra da música pra conferir a tradução, caso deseje.

Está permitido dançar ouvindo música na rua

Resolvi meu problema de espaço e o Spotify e agora não faço outra coisa na vida que não ouvir música. Meu trajeto casa-trabalho-casa está salvo.

Eu me acabo no ônibus, quando estou ouvindo música. Outro dia, voltando pra casa, tinha um tanto de gente com seus fones, curtindo o som, mexendo o ombrinho e uma menina ovelha desgarrada estava tal qual uma estátua. A pessoa não mexia nem a perninha. Fiquei indignada (vejam só vocês meu nível de loucura) Gente, os fones de ouvido estão aí pra isso, pra transformar-nos, pobres mortais, em rockstars.

Eu faço altas coreografias andando na rua, lógico que algumas delas não saem do âmbito do pensamento, se não eu iria diretinho pra Colônia Juliano Moreira, mas poxa… É divertido demonstrar a empolgação com a música ouvida.

O que eu realmente quero com esse post é saber como alguém pode ouvir música e não se teletransportar imediatamente pra um palco e se apresentar num show, tipo, Rock in Rio?

Ajudem-me a entender. Afinal, está permitido dançar ouvindo música na rua.

Se você não curte, ok, mas me explica. 🙂

[Música] Já conhecem Die Antwoord?

Eventualmente, compartilharei aqui minhas músicas favoritas/mais ouvidas e seus videoclipes, quando disponíveis. Não sou especialista na matéria e nem pretendo ser. Apenas compartilhar meu gosto musical e dizer porquê gosto tanto. Isso quando tiver explicação, porque tem coisas que a gente gosta e ponto.

Chega de rodeios. Já é hora de todos saberem que eu curto muito o Die Antwoord.

Imagem: Google

Conheci o grupo através do filme Chappie. Curioso pra saber quem eram os atores que interepretaram os personagens Ninja e Yo-landi, meu marido foi buscar informações sobre eles no Google e descobriu que eles são rappers sul-africanos e formam a banda Die Antwoord, tendo Ninja e Yo-landi (isso mesmo, os personagens do filme têm o mesmo nome de seus intérpretes) como vocalistas. Além dos DJ’s Hi-Tek e Vuilgeboost. A banda se auto-identifica como “uma mistura de várias culturas diversas. Tudo misturado em uma só

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