#3filmes: família, assassinato, música

Continuando a maratona de filme de inverno, trouxe mais três indicações dentro das categorias um filme que comece com a letra “A”, um filme clássico e um musical.

Álbum-de-Família-2Álbum de família, John Wells (2014)

Três irmãs se reúnem na casa dos pais, após o desaparecimento do patriarca. O relacionamento entre mãe e filhas nunca foi muito saudável mas piorou com o vício em analgésicos da mãe, interpretada bri-lhan-te-men-te por Meryl Streep. Muita discussão, lavagem de roupa suja, nenhuma das filhas desejando cuidar da mãe doente e viciada, opiniões há muito entaladas na garganta esperando apenas um gatilho pra sair. Alguns segredos revelados. E Benedict Cumberbatch que aparece do nada. Alguns sites especializados classificaram o filme como comédia. Mas pra mim não teve nada de cômico. Fiquei aqui pensando se na minha família temos segredos assim… Dei três estrelas e meia porque achei o final um banho de água fria.

janela indiscretaJanela indiscreta, Alfred Hitchcock (1954)

Escolhi Hitchcock para representar a categoria de filme clássico e não me arrependi. Primeiro filme do diretor que assisti e gostei bastante. O filme é um suspense baseado num conto de Cornell Woolrich. Um fotógrafo quebra a perna e precisa fazer repouso em casa. Como distração ele passa a observar o cotidiano alheio através da janela do seu apartamento. Até que ele nota uma mudança de comportamento nuns dos apartamentos observados e desconfia que um assassinato foi cometido. O mais interessante desse filme é que o espectador sabe tanto quanto o protagonista, ou seja, nada. São muitas suspeitas e até agora eu não sei se houve mesmo um assassinato ou não. Quatro estrelas sem dúvida.

BurlesqueBurlesque, Steve Antin (2010)

Esse filme foi um pouco decepcionante pra mim. Eu já não sou chegada em musicais (não tenho paciência, os miseráveis foi um martírio pra mim) e ainda peguei pra assistir um com o roteiro mais clichê da história do cinema. A Cher poderia ter voltado para à sétima arte num filme melhorzinho, né não? A peruca que a Aguilera usou me irritou bastante, não via a hora daquilo pular fora da cabeça dela. Agonia define. Avaliei com 3 estrelas só porque Cher e Christina são ótimas cantoras e ouvi-las não é sacrifício nenhum.

 

Esses são os três filmes de hoje. Já assistiram algum desses? Tem um musical bacana pra me indicar? Escreva nos comentários. 🙂

Para saber mais sobre a maratona  e ler sobre os outros filmes do projeto já comentados, clique aqui.

Todos os filmes está disponíveis na Netflix.

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#3filmes – alquimia, gentileza e premonição

Há dois posts atrás apresentei a maratona de filmes de inverno e hoje trago a primeira atualização sobre as quatro primeiras obras que assisti.

Como água para chocolate, de Alfonso Arau (1992)

como água para chocolate filme

O primeiro filme da lista e o primeiro que assisti, esse filme mexicano venceu o festival de Gramado (1993) nas categorias melhor atriz e melhor atriz coadjuvante. Ele conta a história de Tita, filha caçula de uma família muito rígida e que levava a sério as tradições familiares, entre elas, a que dizia que a filha mais nova nunca se casaria pois sua função era cuidar da mãe até que ela morresse. Só que Tita se apaixona e por conta da tradição vê o seu grande amor se casando com sua irmã mais velha. E todo mundo vai morar na mesma casa. Tita é a cozinheira da família e sempre que cozinha usa seus sentimentos como ingrediente especial, deixando os comensais enfeitiçados.

O filme é uma graça, tem muito do realismo mágico tipicamente latino americano, o que deixa tudo mais interessante. Os conflitos são resolvidos facilmente.  Tem todas as limitações que uma produção de um filme num país com pouca tradição no cinema poderia ter. Aliás, o filme é uma adaptação de um livro homônimo escrito por Laura Esquivel.

Avaliei com 3 estrelas. Recomendo para as românticas inveteradas

O fabuloso destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet (2001)

amelie poulain filme

Preciso começar este parágrafo dizendo que eu tinha birra com esse filme. Sempre que topava com ele, torcia o nariz. Por quê? Porque ele é filme de hipster e por isso peguei bronca dele. É um motivo justificável? Não. Mas compreensível, vai…

Enfim, como eu montei a lista para a maratona baseada no que tem disponível na Netflix, não tive como fugir dele. Quando dei o play até o marido sentou pra assistir ( DE NOVO) comigo. Seria o Michel um hipster? Fica aqui o questionamento. Só sei que eu adorei o filme, achei de uma fofura sem tamanho. Amélie é adorável, não é 100% perfeita mas é inspiradora e transmite aquele bem-estar no fundinho do coração, sabe? Romance cinco estrelas.

Minority Report, de Steven Spielberg (2002)

minority report filme

Minority report estava na minha lista da Netflix desde que assinei o serviço em 2014. Mas nada de eu assisti-lo. Lembro que fiquei com vontade de assisti-lo à época do lançamento mas acabei por perder o interesse diante de críticas tão negativas que ele recebeu e foi para o limbo. Quando soube que ele é baseado num conto de ficção científica de Phillip K Dick o interesse voltou mas ele continuou paradinho ali, aguardando seu momento.

Três jovens conhecidos como precogs são capazes de prever o dia e a hora onde assassinatos ocorrerão. John Anderton é líder da equipe que recebe essas informações e mobiliza um grupamento tático pra evitar que esses assassinatos aconteçam. Todo um dilema ético envolvido já que pessoas são presas por crimes que não cometeram e os precogs, de certa maneira, também estão aprisionados. Vai tudo muito bem até que Anderton vira alvo da sua própria equipe e precisa fugir pra provar sua inocência.

Dei três estrelas. Gostei do filme mas não foi nada óoooo, que filme maravilhoso.

Três filmes absurdamente diferentes, pra todos os gostos.

Por hora, é isso. Pretendia falar sobre quatro filmes hoje, mas esse post já está gigantesco.

Saiba mais sobre a maratona de filmes de inverno clicando aqui.

Maratona de filmes de inverno 2016

Oi, voltei depressinha, né? É que resolvi participar da maratona de filmes de invernos que a Thaísa propôs lá no grupo de Blogueiros Geeks. É rápido, prático e indolor. Bora lá.

(Copiei as regrinhas que a Thaísa estabeleceu)

COMO VAI FUNCIONAR:
1 – A maratona vai durar UM MÊS começando no dia 05/06 e terminando no dia 06/07. Para participar você deve fazer um post (no blog ou na página do Facebook) com a sua lista de filmes escolhidos para cada tema da maratona, serão 11 temas.

2 – Qualquer um pode participar, basta apenas fazer sua lista com filmes que se encaixem dentro de cada tema. PRECISAM ser títulos que você nunca viu antes.

3 – Ao assistir o filme, faça um post falando sobre ele. Pode ser um post por semana ou um para cada filme assistido. Comente sua experiência, se gostou ou não, dê uma nota ao filme, ficha técnica e tudo mais.

4 – Não é permitido repetir o mesmo filme em mais de um tema. Afinal são poucos temas e um mês inteiro pra assistir.

Seguem os temas na imagem:

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Eu escolhi os seguintes filmes, alguns foram bem difíceis de achar. Todos eles estão disponíveis na Netflix.

  1. Como água para chocolate, de Alfonso Arau (1992).
  2. O fabuloso destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet (2001)
  3. Janela indiscreta, de Alfred Hitchcock (1954)
  4. Álbum de família, de John Wells (2014)
  5. It’s not over, de Andrew Jenks (2014)
  6. Minority Report, de Steven Spielberg (2002)
  7. Tomboy, de Céline Sciamma (2011)
  8. Azul é a cor mais quente, de Abdellatif Kechiche (2013)
  9. Burlesque, de Steve Antin (2010)
  10. Ratatouile, de Brad Bird (2007)
  11. Sangue negro, de Paul Thomas Anderson (2007)

Como vocês podem perceber, este post está atrasado. Era pra eu ter publicado antes do dia 5, de preferência, mas vida que segue. Já assisti ao primeiro da lista e assistirei mais 2  e farei um post a cada 3 filmes assistidos.

Comentem aqui se já assistiram algum dda minha lista, se tem outras indicações, fiquem à vontade.

 

Cinco séries do coração

Oi, desafio 52 semanas. Tudo bem? Faz tempo que a gente não se fala, né?

Pois é. Há dois posts atrás contei porque o blog ficou desatualizado por quase um mês. Fiquei chateada por ter falhado no desafio, pensei em abandoná-lo mas chega dessa palhaçada de largar as coisas pela metade.

Prossigamos então com o tema para esta semana, a 19ª do desafio: minhas séries favoritas.

Alerta de textão

Quem me conhece um tiquinho sabe que em primeiríssimo lugar está DOCTOR WHO.

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Eu embarquei nesse mundo de séries por volta de 2011, depois de conhecer meu marido. Ele me mandava mensagens do tipo “amor, olha essa série que legal”. Eu baixava e assistia. Foi assim que conheci essa série de mais de 50 anos de existência. O primeiro episódio, claro, foi tipo WHAT A HELL IS GOING ON? Mas depois fiquei MARAVILHOSO ISSO, QUERO MAIS. Os episódios favoritos são muitos, qualquer dia desses falo sobre eles aqui. Infelizmente a Netflix ferrou os esquemas e tirou Doctor Who da grade.

Depois vem GAME OF THRONES. Naturalmente, gosto mais dos livros do que da série de TV. As vezes eu olho pra eles na estante e nem acredito que li aquilo tudo. Apesar de achar a série muito bem feita e adaptada, sempre acho que poderia ser diferente uma coisa ou outra. Principalmente quando não caracterizam as personagens de acordo com o que eu idealizei na minha cabeça.

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Uma série que comecei a assistir após o advento da Netlfix foi SUPERNATURAL. Passei as primeiras semanas dormindo de luz acesa, mas tudo bem. Sobrevivi. Não sei por que a série tem 11 temporadas, a história dos irmãos Winchester deveria ter se encerrado lá na 6ª temporada, mas Jared Padalecki e Jensen Ackles nunca são demais na minha telinha. Sem falar que esse estilo low fantasy, o sobrenatural misturado com o mundo real, me atrai bastante.

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DOWNTON ABBEY é outra série que conheci pós Netflix e me apaixonei de um jeito que nem percebi. Quando me dei conta já tinha assistido as 5 temporadas disponíveis on line. A representação magnífica de uma época me deixou hipnotizada. Ver a vida acontecendo enquanto a História se escrevia, embora seja uma vida fictícia, é, no mínimo, fascinante.

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E pra encerrar esse post enorme, TORCHWOOD, um spin off de Doctor Who, com um orçamento baixo, um elenco razoável, mas tem Jack Harkness de protagonista e Russel T. Davies de showrunner da série. E, não, não superei a saída do RTD para a entrada do Moffat em Doctor Who.

E vocês? Quais são suas séries favoritas? Já assistiu alguma das citadas aqui?

Até breve.

Este post faz parte do Desafio 52 semanas, semana 19. Clique aqui para ler os outros posts publicados para o projeto.

Filmes do mês da mulher

Os três filmes que assisti esse mês foram dirigidos por mulheres, seguindo o planejamento do desafio #mulheresdemarço.

Dois deles foram incríveis, um nem tanto.

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The Babadook – classificado como filme de terror, ele é mais um thriller psicológico do que terror mesmo. Amelia perdeu o marido no caminho do hospital para dar à luz ao seu primeiro filho. O menino, Samuel, é extremamente ansioso e tem um medo inexplicável de monstros. Até que um dia aparece em casa um livro estranho, Mister Babadook. Samuel fica apavorado e a partir daí a trama se desenvolve. Mister Babadook é real? É imaginação do menino? Coisa da cabeça da mãe? Ou é o luto que não passa e culpa a criança pela morte do pai? A única coisa que sei é que durante praticamente todo o filme deu vontade de chacoalhar a criança, esquecê-la na estação de trem mais distante de casa… Deu vontade de dar uns solavancos na mãe, pra ver se ela acordava pra vida. Recomendo. Dirigido por Jennifer Kent, que estreou como diretora com este filme.

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Bling Ring – esse filme é uma coisa de tão ruim. Muito desagradável falar isso aqui, mas verdade seja dita, a edição dele foi  péssima. Um grupo de adolescentes hollywoodianos resolve invadir casas de celebridades e roubar seus pertences. É baseado em fatos reais e foi o primeiro filme que Emma Watson participou pós Harry Potter. O único ponto interessante desse filme é a brincadeira com o imaginário do público de como deve ser a casa de supercelebridades como Paris Hilton, Lindsay Lohan e Miranda Kerr. Direção de Sofia Coppola.

precisamos falar sobre o kevin

Precisamos falar sobre o Kevin – sem dúvida alguma, o melhor filme dos três. Uma adaptação ao livro homônimo de Lionel Shriver Enquanto tenta refazer sua vida, Eva relembra a infância do seu filho Kevin, sua relação com ele e os outros membros da família, até o fatídico dia em que o adolescente atenta contra vida de seus colegas de escola. Dá muita vontade de chorar de pena da mãe, dá vontade de socar a cara do marido de Eva que não acredita nas suas queixas em relação ao Kevin e, lógico, dá vontade de socar a cara do próprio Kevin (alto grau de agressividade desta blogueira, peguei antipatia pelo Ezra Miller por conta desse filme). O garoto desde a infância é frio, calculista, cruel e provocador. Um psicopata. Demonstra sua repulsa pela mãe e o prazer que sente ao provoca-la. É uma relação entre mãe e filho terrível, que eu gostaria muito de conversar com um psicanalista sobre. Será que existe mesmo algo assim na vida real? É também um filme que levanta a discussão sobre violência dentro das escolas. Recomendadíssimo. Direção de Lynne Ramsay.

Os três filmes estão disponíveis na Netflix. 

Coisas maravilhosas pra fazer no frio

 

 

Acabou Verão, acabou calor (assim eu espero). Minha estação favorita da vida inteiera começou e já consigo sair de casa maquiadíssima sem medo de derreter 15 minutos depois. O Outono é a época mais linda do ano. Pelo menos no meu mundo. Uma pena que nosso país tropical não permita que as estações do ano sejam bem marcadas como nos países do hemisfério norte.

Mas nem por isso deixaremos de apreciar as coisas maravilhosas que podemos fazer em dias de tempo frio.

Quando as temperaturas começarem a cair, aproveite para testar aquela receita de sopa maravilhosa, salva há milênios no Pinterest.

Reserve um fim de semana na sua cidade de interior favorita e desacelere num chalezinho, de frente para lareira e olhando o fogo arder. Em boa companhia, é claro.

Em caso de contenção de despesas, relaxe com o  Netflix mais chocolate quente no sofá, aquecido por uma boa cobertinha e meias fofinhas.

E por último mas não menos importante, aproveite pra fazer tudo o que você já faz rotineiramente sem suar em bicas. Usar aquelas roupas maravilhosas, uma maquiagem incrível e um bom perfume que não será mascarado pelo cheirinho de suor.

Extra: dar graças por não ter mais gente catingando nos ônibus e metrôs da vida.

Este post faz parte do Desafio 52 semanas, semana 12. Clique aqui para ler os outros posts publicados para o projeto.

 

 

 

[Filme] A Onda: ditadura numa sociedade moderna

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poster do filme A Onda

Que filme, meus amigos. Que filme!

Essa foi a melhor maneira que encontrei de começar este post.

Zapeando pelo Netflix, encontrei o filme A Onda. Sem nem ler a sinopse, cliquei e deixei acontecer. Continuar lendo