Filmes do mês da mulher

Os três filmes que assisti esse mês foram dirigidos por mulheres, seguindo o planejamento do desafio #mulheresdemarço.

Dois deles foram incríveis, um nem tanto.

The-Babadook

The Babadook – classificado como filme de terror, ele é mais um thriller psicológico do que terror mesmo. Amelia perdeu o marido no caminho do hospital para dar à luz ao seu primeiro filho. O menino, Samuel, é extremamente ansioso e tem um medo inexplicável de monstros. Até que um dia aparece em casa um livro estranho, Mister Babadook. Samuel fica apavorado e a partir daí a trama se desenvolve. Mister Babadook é real? É imaginação do menino? Coisa da cabeça da mãe? Ou é o luto que não passa e culpa a criança pela morte do pai? A única coisa que sei é que durante praticamente todo o filme deu vontade de chacoalhar a criança, esquecê-la na estação de trem mais distante de casa… Deu vontade de dar uns solavancos na mãe, pra ver se ela acordava pra vida. Recomendo. Dirigido por Jennifer Kent, que estreou como diretora com este filme.

the-bling-ring

Bling Ring – esse filme é uma coisa de tão ruim. Muito desagradável falar isso aqui, mas verdade seja dita, a edição dele foi  péssima. Um grupo de adolescentes hollywoodianos resolve invadir casas de celebridades e roubar seus pertences. É baseado em fatos reais e foi o primeiro filme que Emma Watson participou pós Harry Potter. O único ponto interessante desse filme é a brincadeira com o imaginário do público de como deve ser a casa de supercelebridades como Paris Hilton, Lindsay Lohan e Miranda Kerr. Direção de Sofia Coppola.

precisamos falar sobre o kevin

Precisamos falar sobre o Kevin – sem dúvida alguma, o melhor filme dos três. Uma adaptação ao livro homônimo de Lionel Shriver Enquanto tenta refazer sua vida, Eva relembra a infância do seu filho Kevin, sua relação com ele e os outros membros da família, até o fatídico dia em que o adolescente atenta contra vida de seus colegas de escola. Dá muita vontade de chorar de pena da mãe, dá vontade de socar a cara do marido de Eva que não acredita nas suas queixas em relação ao Kevin e, lógico, dá vontade de socar a cara do próprio Kevin (alto grau de agressividade desta blogueira, peguei antipatia pelo Ezra Miller por conta desse filme). O garoto desde a infância é frio, calculista, cruel e provocador. Um psicopata. Demonstra sua repulsa pela mãe e o prazer que sente ao provoca-la. É uma relação entre mãe e filho terrível, que eu gostaria muito de conversar com um psicanalista sobre. Será que existe mesmo algo assim na vida real? É também um filme que levanta a discussão sobre violência dentro das escolas. Recomendadíssimo. Direção de Lynne Ramsay.

Os três filmes estão disponíveis na Netflix.