Por onde andei enquanto você me procurava… em abril

Abril sempre foi meu mês favorito. É o mes do meu aniversário e eu adoro comemorar durante os 30 dias.

Esse ano ele foi bem atípico. Minha pretensão era fazer um BEDA, cheguei a listar mais de 30 sugestões de temas, além do desafio semanal que iniciei em janeiro. Mas a rainha da minha vida, mais conhecida como minha mãe, se adoentou e foi internada. Automaticamente as prioridades mudaram. O que eu queria era garantir que ela recebesse o melhor tratamento, melhorasse logo e voltasse 100% pra casa.

Foram 10 dias que me levaram à exaustão. Só não foram piores pois ela estava internada onde trabalho. Ou talvez esse tenha sido o fator principal para meu alto nível de estresse.

De repente, resolveram transferir minha mãe pra outro hospital e lá fui eu me expor pra conseguir mante-la onde já estava. Ufa, consegui!

WhatsApp não me deu sossego, me mandavam mensagem às 5h pedindo atualização do quadro clínico e foto da velhinha. Acreditem!

Me indispus com muita gente pra manter minha sanidade mental. Fora todos os gastos não esperados com taxi, restaurante…

Mas tudo isso passou e mãe foi pra minha casa. Estive com ela todos os dias durante a internação. Ora trabalhando ora como acompanhante. Morri de saudade quando ela foi pra casinha dela. Ficamos mais próximas, mais cúmplices…mãe

Abril acabou e ainda não consegui retomar minha rotina. Nesse período de internação derrapei na dieta e não caminhei nenhum dia.

Consegui descansar, cuidar do marido. Mas os outros hábitos ainda estão em ritmo lento.

O fim de semana do meu aniversário chegou e ele foi maravilhoso. Estourei o orçamento no shopping. Tudo bem. Em maio trabalharei um bocado a mais pra compensar. Meu marido e minhas sobrinhas organizaram uma festa surpresa que massageou intensamente meu coração. E o melhor de tudo, mãe em casa e saudável novamente.

parabéns

Diante de tudo isso, tornou-se impossível blogar em abril.

Mas compensarei em maio. Retribuirei todas as visitas e comentários deixados aqui durante esse hiato.

Obrigada a todos que permaneceram.

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Lembranças da minha infância

infânciaHoje, 12 de Outubro, comemoramos o Dia das Crianças. Pra não deixar a data passar em branco, resolvi compartilhar as lembranças da minha infância. De maneira não linear, por motivos de: a memória não é linear.

As lembranças mais remotas

Na sala do nossa primeira casa, mãe assistindo TV e eu apenas sentada ao lado dela, observando-a. Na verdade, essa casa foi a segunda, mas eu não lembro da primeira.

Lembro, remotamente, da minha festa de aniversário de 4 anos. Tinha uns bichinhos colados no lençol que minha mãe e minhas irmãs usaram como painel pra mesa do bolo.

Eu tinha um preazinho, pequenino toda vida, de pelo muito branquinho. Ele morava dentro de um caixote de feira. Num certo dia, acordei e o preá estava morto. Meu pai prometeu me dar outro. Estou esperando até hoje.

Minha mãe

Sempre tive um vínculo muito grande com minha mãe. Eu não lembro de nenhum momento da minha vida em que minha ela não tivesse uma participação significativa. Uma vez ela viajou com um grupo da igreja, pra participar de um congresso de mulheres. Eu fiquei com meu pai. Tive altas febres que só passaram quando minha mãe retornou.

Eu era a companheira de andanças dela. Pra todo lado que a velhinha ia, lá estava eu agarrada na barra de seu vestido.

Período escolar

Eu fiz o CA num dos colégios mais bacanas da região. Não queria ter saído de lá. Mas minha mãe trabalhava numa escola municipal e provavelmente foi mais conveniente eu estudar no mesmo local onde mãe trabalhava.

Era nesse colégio que minhas sobrinhas estudavam. Minha sobrinhaFernanda foi da mesma turma que eu até a quarta-série do primário. Equivalente ao 5º ano do ensino fundamental hoje.

Elas eram minhas únicas amigas da escola. Só depois que cada uma foi pra um colégio fazer o ginásio (hoje, o 6º ano) que tive uma amiga de turma. A Kétilen, amiga até hoje. Mora aqui pertinho de mim.

Minha mãe era merendeira e só comíamos quando tínhamos certeza que ela havia preparado a comida.

Convivência familiar

Eu tenho um monte de irmãos, mas todos muito mais velhos. A mais nova tem 14 anos a mais que eu. E na minha casa morávamos apenas eu, mãe e pai. Isso gerou um afastamento entre eu e meus irmãos e uma falta de identificação muito grande com eles. Hoje, a diferença de idade nem parece tanta. São meu socorro.

Eu sempre estava junto com meus sobrinhos. Nossas idades eram muito próximas. Vivíamos brigando mas 5 minutos depois, já estávamos de bem de novo. Hoje, a gente continua brigando à toa, mas agora é pelo grupo do WhatsApp que a gente bate boca. Atualidades.

Eu e minhas sobrinhas brincávamos de escolinha, até cobrávamos mensalidade. Uma loucura. Promovíamos altas festas para nossas bonecas. Com direito a comida de verdade e tudo.

A gente carimbava papéis, recortávamos a imagem e depois saíamos à rua pra vendê-las. Acreditam nisso? Nós tínhamos uma clientela cativa: os pinguços da barraca. Sempre compravam e às vezes devolviam o recorte de papel pra continuarmos vendendo.

Algumas lembranças aleatórias

  • Meu pai jogando minha chupeta no terreno baldio, onde morava um gambá comedor de criancinhas.
  • A briga entre eu e minha amiga Renata, no bequinho voltando da escola. Foi minha madrinha de casamento.
  • Minha sobrinha Marcelle não comia direito e sempre que eu dava comida a ela, era uma loucura. Ela queria beber o suco todo antes de terminar a refeição e eu não deixava. Ela se casará daqui a 12 dias. Serei madrinha.
  • Eu caindo dentro de um valão porque não obedeci minha mãe.
  • Eu, dama de honra do meu irmão Janiel e minha cunhada Nadir.
  • Eu indo buscar a recém-nascida Ana Paula, na maternidade.  Vinte anos depois, era vez de eu buscar a filhinha dela. Muito amor.
  • Eu e minhas sobrinhas simulando um riacho com o tanque de lavar roupa. Bem ao estilo fantástico mundo de Bob.
  • A gente correndo dos bate-bolas durante o Carnaval.
  • O mingau que mãe fazia.
  • Eu ateando fogo no cabelo pra ver o que aconteceria.
  • Minha mãe lavando meu cabelo com sabão de coco e deixando secar naturalmente. Depois ela me levou ao médico, onde eu deveria fazer um eletroencefalograma.
  • Eu sendo penetra nas festas que minhas sobrinhas iam. E vice-versa.
  • Jogando Queimado. Pique-bandeira. Vôlei. Pique-alto, pique-pega, pique-cola.

Quando você pensa em Infância, qual a primeira coisa que te vem à cabeça?

Bom feriado, pessoal.